Comitê diz: "Desastre em Brumadinho pode ser maior que o de Mariana"
Acidente atingiu parte administrativa da Vale, onde trabalham funcionários da empresa. Pelo menos 200 pessoas estão desaparecidas

Equipe do comitê de crise do governo federal, criado para acompanhar o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, avalia que o desastre do início da tarde desta sexta-feira (25/1) pode ter proporções maiores do que o acidente ocorrido há três anos em Mariana.
Pelo menos 200 pessoas estão desaparecidas, segundo informações do Corpo de Bombeiros.
O acidente desta tarde atingiu a parte administrativa da Vale. Trabalham na unidade 613 pessoas, em três turnos, além de 28 profissionais terceirizados. O receio é que o número de vítimas no acidente desta seja mais elevado, sobretudo de funcionários da empresa.
A equipe acompanha também o risco de os dejetos atingirem o Rio Paraopeba. Caso esse cenário se concretize, há possibilidade de o abastecimento de Belo Horizonte ser atingido. Uma operação de emergência, para enviar água às áreas afetadas, já começa a ser desenhada.
Mariana
Em 5 de novembro de 2015, o rompimento de uma barragem da Samarco, também em Minas, entre Ouro Preto e Mariana, soterrou o distrito de Bento Rodrigues e matou 19 pessoas. A lama que desceu da barragem destruiu flora e fauna, além de ter atingido o Rio Doce e alcançado o Oceano Atlântico, pelo litoral do Espírito Santo, onde está a foz do curso d’água. O rompimento é considerado o maior desastre ambiental do Brasil.


