Canuto: Congresso tem autonomia para desmembrar ministério

O ministro destacou que caberá aos deputados decidirem qual será a nova estrutura da esplanada dos ministérios

Wilson Dias/Agência BrasilWilson Dias/Agência Brasil

atualizado 21/05/2019 16:23

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, fez uma visita nesta terça-feira (21/05/2019) à sede do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Em reunião com o presidente da sigla, Luciano Bivar, o titular da pasta afirmou que ao Congresso tem autonomia para decidir o que achar melhor para o país.

Canuto se referiu à votação da medida provisória 870, que trata da reforma ministerial, e deve ser votada na quarta (22/05/2019), no plenário da Câmara. No texto enviado pelo governo à Casa, Bolsonaro mantinha a pasta de Canuto como um único ministério. Entretanto, um projeto substitutivo aprovado na comissão mista pretendia desmembrar o ministério em dois. Seriam criadas, então, as pastas das Cidades e da Integração.

Para evitar desgaste com o governo e votar a MP, que está prestes a caducar na Casa, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), articulou com o Centrão a retirada desse trecho do texto para manter o ministério na configuração inicial estipulada por Bolsonaro.

Questionado se é a favor do desmembramento, Canuto disse que é uma decisão exclusivamente do Congresso, que é soberano. O titular da pasta afirmou ainda que “as posições políticas dele são as mesmas do presidente”.

“O desmembramento foi uma proposta do Legislativo. Está a cargo da Câmara, que tem autonomia. Espero que o melhor seja decidido. Se for para dividir, faremos o que for melhor”, destacou. Canuto comentou ainda as declarações de Bolsonaro sobre ele estar “sobrecarregado”: “As demandas são inúmeras, mas por isso temos uma equipe. Eu creio que a gente dá conta, temos dado conta”.

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