Brasil adota cautela diante de taxação ao aço anunciada por Trump

Ernesto Araújo afirma que Brasil tenta entender as medidas impostas pelos EUA. Bolsonaro aventa possibilidade de ligar ao norte-americano

Andre Borges/Especial para o MetrópolesAndre Borges/Especial para o Metrópoles

atualizado 02/12/2019 18:42

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter dito que poderia ligar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar evitar a taxação do aço e do alumínio brasileiros anunciada nesta segunda-feira (02/12/2019), ministros adotaram discurso de cautela.

Trump informou pelo Twitter, nesta manhã, que os EUA retomariam as tarifas sobre o alumínio e o aço do Brasil e da Argentina. A medida, segundo o post do norte-americano, seria consequência da desvalorização do real e do peso.

O chanceler Ernesto Araújo afirmou, após um evento realizado no Palácio do Planalto nesta tarde, que a avaliação ainda está em nível técnico, especialmente por integrantes do governo em Washington, e que a ligação aventada pelo presidente não foi realizada.

“Vamos conversar, vamos entender a medida, vamos agir com toda a tranquilidade. Vamos ver, claro, qual é o impacto, avaliar exatamente em que tipo de medidas os Estados Unidos estão pensando”, disse.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, está à frente da análise na área. “Não adianta se precipitar”, declarou a ministra.

Questionado ao fim da mesma cerimônia, Bolsonaro direcionou as perguntas ao ministro da Economia, Paulo Guedes, dizendo que ele estava presente no local. Guedes, porém, deixou o Planalto sem dar entrevista.

Antes do evento, o presidente se reuniu com o chanceler, Guedes e o secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Carlos Roberto Pio da Costa Filho.