Bolsonaro vê “babaquice” da PF e quer que novo diretor seja Moro F.C.

Presidente afirmou que comando da corporação precisa dar uma arejada. No entanto, não há nenhuma previsão de troca na direção-geral

JP Rodrigues/MetrópolesJP Rodrigues/Metrópoles

atualizado 04/09/2019 10:29

O comando da Polícia Federal (PF) precisa dar uma “arejada”, segundo o presidente Jair Bolsonaro (PSL). O chefe do Executivo chamou de “babaquice” a reação de integrantes da corporação às recentes declarações sobre trocas em superintendências e na diretoria-geral. “Essa turma [que dirige a PF] está lá há muito tempo, tem que dar uma arejada”, disse em entrevista à Folha de S. Paulo, publicada nesta quarta-feira (04/09/2019).

Bolsonaro afirmou que teve uma conversa com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, sobre uma possível mudança na direção da PF. “Está tudo acertado com o Moro, ele pode trocar [o diretor-geral, Maurício Valeixo] quando quiser”, afirmou. A corporação é subordinada ao ministro.

“Mais difícil é trocar de esposa. Eu tive uma conversa a dois com o Moro…[O diretor-geral] tem que ser Moro Futebol Clube, se não, troca. Ninguém gosta de demitir, mas é mais difícil trocar a esposa. Eu demiti o Santos Cruz, com quem tinha uma amizade de 40 anos”, disse, referindo-se à saída do ex-ministro da Secretaria de Governo.

Apesar da insatisfação, Bolsonaro indicou que não há, até o momento, nenhuma definição sobre prazo para a troca na direção da PF. Contudo, o presidente não negou que o nome do delegado Anderson Gustavo Torres, atual secretário de Segurança do Distrito Federal, seja o favorito.

Em agosto, o mandatário brasileiro entrou em uma polêmica com o superintendente da PF no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi. Bolsonaro afirmou que substituiria o delegado por problemas de “gestão e produtividade”. Na última sexta-feira (30/08/2019), a saída de Saadi foi confirmada com publicação de despacho no Diário Oficial da União. O delegado Tácio Muzzi assumiu o cargo interinamente.

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