Bolsonaro sobre Eduardo embaixador: “Entro no jogo para ganhar”

Presidente comentou a indicação do filho para assumir a representação do Brasil em Washington, nos Estados Unidos

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atualizado 19/07/2019 13:39

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse estar otimista com a sabatina no Senado para aprovar o nome do filho 02, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), ao posto de embaixador do Brasil em Washington.

Segundo o chefe do Executivo, ele só precisa da autorização dos Estados Unidos para enviar o nome de Eduardo ao Senado. Bolsonaro informou que a costura com o titular da Casa, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), já começou.

Nesta sexta-feira (19/07/2019), o mandatário do país comentou a indicação após participar de evento no Ministério da Cidadania em homenagem ao Dia Nacional do Futebol.

O governo brasileiro, segundo Bolsonaro, já consultou os Estados Unidos e aguarda retorno. “Meu filho está indo para trabalhar e não é nepotismo”, destacou, ao rebater críticas. E completou: “Falta somente a resposta dos Estados Unidos. Quando tivermos, mandaremos para o Senado”.

Disse ainda que tem se aproximado dos Estados Unidos e que não acredita em objeção dos norte-americanos. “Já fui recebido duas vezes pelo Donald Trump”, comemorou.

Questionado por jornalistas sobre a articulação política com os senadores para a aprovação do nome, Bolsonaro foi categórico. “Entro em campo para ganhar o jogo. O Senado fará uma boa sabatina e será aprovado”, concluiu.

Bolsonaro atacou a atuação de diversos embaixadores nomeados em governos do Partido dos Trabalhadores (PT) e pediu respeito à preferência por Eduardo como representante do pais nos EUA. “Vocês acham que não tenho responsabilidade com o Brasil? Estou cumprindo uma missão”, disparou, visivelmente irritado.

O presidente enfatizou que poderia dar ainda mais poder ao filho, demitindo o ministro das Relações Exteriores, o chanceler Ernesto Araújo, e nomeando Eduardo para assumir a pasta. “Seriam mais de 200 embaixadas subordinadas a ele”, retrucou.

Apesar da explicação, o chefe do Palácio do Planalto garantiu que não é sua intenção fazer a troca agora. “Eu disse que posso fazer, não que vou fazer”, concluiu.

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