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Após receber a Medalha do Pacificador do comandante do Exército, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse à imprensa que o principal ponto de interesse para mudança na reforma da Previdência é a questão da “idade mínima”. “[A equipe econômica] eles têm conhecimento de economia e eu, de política. O que mais nos interessa é a idade mínima. A ideia é começar pela idade”, destacou Bolsonaro.

O militar da reserva emendou dizendo que a vontade de aprovar a reforma no novo governo é grande. Se dependesse dele, afirmou o presidente eleito, a medida já seria aprovada em 1º de fevereiro do próximo ano. “Se fosse possível, aprovaria em 1º de fevereiro. Com seis meses, o Congresso deve votar essa proposta”, completou.

Durante a entrevista coletiva, Bolsonaro não respondeu as perguntas sobre tributação afirmou que o tema deve ser direcionado a Paulo Guedes, futuro ministro da Economia. “Na proposta que está aí, (a idade mínima de) 65 é para 2030, se não me engano. Nós vamos fazer aquilo que cabe nos nossos quatro anos de mandato. A ideia é pegar parte da proposta que está aí e botar nos quatro anos nossos. Continua a que está aí mantendo a diferença”, respondeu ao ser questionado sobre qual seria o critério para a idade mínima.

“Posso estar errado sobre a fórmula do sucesso, mas o fracasso é fazer essa política de coalizão”, afirmou sobre o processo de aprovação da reforma no Legislativo.

Afrodescendente
A cerimônia da entrega da Medalha do Pacificador com Palma ao presidente eleito ocorreu no fim da manhã desta quarta-feira (5/12) e contou com a presença do general Eduardo Dias da Costa Villas Boas e do general Santos Cruz, esse último, indicado para integrar a Secretaria de Governo do presidente eleito, deve cuidar de assuntos estratégicos, como o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).

A honraria concedida tem como base ato feito por Bolsonaro em 1978. Na época, o militar da reserva, de acordo com o Exército, salvou um soldado da 2ª Bateria de Obuses do 21º Grupo de Artilharia de Campanha, que estava prestes a se afogar durante atividade de instrução militar.

A concessão da medalha ao presidente eleito tem como base a “coragem e bravura, com eminente risco da própria vida”, informou nota do Quartel General do Exército. A medalha cunhada em portaria em 25 de agosto de 1953, transformou-se em honraria para militares e civis brasileiros e estrangeiros que tenham prestado serviços à instituição e que tenham estreitado laços de amizade entre o Exército do Brasil e o de outras nações.

“O motivo de estar aqui hoje é receber a medalha por um fato. Esse fato ocorreu há 40 anos e não dependeu de indicação de ninguém”, destacou.”Eu era atleta das forças armadas e consegui encontrar o soldado Celso e resgatá-lo”, contou, ao enfatizar que o ato foi responsável por salvar um amigo afrodescendente. Conforme Bolsonaro, o ato é mais uma prova contra os boatos de que ele seria uma pessoa racista.