Bolsonaro sinaliza que pode recuar e não extinguir Ancine

Presidente disse que não teria problemas em mudar de posicionamento para preservar empregos do setor audiovisual

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 02/08/2019 15:10

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) sinalizou, nesta sexta-feira (02/08/2019), que pode recuar da intenção de extinguir a Agência Nacional de Cinema (Ancine). Segundo o chefe do Executivo, o assunto ainda está em estudo no Ministério da Cidadania e que não teria problema em mudar de posicionamento para preservar empregos no setor audiovisual.

“Se recuar, recuo. Quantas vezes vocês falam que eu recuei? Tem a questão do audiovisual que emprega muita gente, tem de ver por esse lado”, disse, enquanto deixava o Palácio da Alvorada.

Bolsonaro informou que o ministro da Cidadania, Osmar Terra, apresentou desenho inicial de projeto de reestruturação da agência reguladora que considera adotar a Lei Rouanet no financiamento de produções. Na proposta, também é reavaliada a composição do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A dotação orçamentária é de R$ 724 milhões neste ano.

“Eu conversei com o ministro Paulo Guedes [da Economia] de redirecionar. Se for para extinguir imposto, extingue. Acho que o Estado teria muito mais inteligência para dar uma nova direção”, defendeu.

Na ocasião, o presidente voltou a criticar o filme Bruna Surfistinha, de Marcus Baldini. Em tom de brincadeira, o chefe do Executivo disse que assistiria ao filme se ele tivesse sido produzido há 40 anos, quando era jovem.

“Não é apenas a Bruna Surfistinha. Se fosse [produzido] 40 anos atrás, eu estava vendo o filme. Mas hoje não vou ver, fica tranquilo. O que não pode é dinheiro público para esse tipo de filme”, afirmou. “Não é censura. Não estou falando que vou censurar isso ou aquilo, não tenho poder para isso. Mas com dinheiro público, não”, enfatizou.

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