Bolsonaro: “Quem demarca terra indígena sou eu, quem manda sou eu”

Presidente afirmou, ainda, que pretende se articular em relação ao decreto das armas, para que seja aprovado na Câmara

Isac Nóbrega/PRIsac Nóbrega/PR

atualizado 20/06/2019 18:01

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) comentou nesta quinta-feira (20/06/2019) o envio de medida provisória (MP) que reverte decisão do Congresso Nacional e transfere da Funai para o Ministério da Agricultura a demarcação de terras indígenas. Segundo ele, quem define a demarcação de terras é o presidente, e não um ministro. “Quem demarca terra indígena sou eu, não é ministro. Quem manda sou eu nessa questão, entre tantas outras. Eu que sou presidente, que assumo ônus e bônus”, afirmou.

Bolsonaro acrescentou que respeita o Congresso e que havia combinado com o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, que a questão poderia ficar na Funai se houvesse consenso entre os líderes.

“O que acertei com Onyx na questão da Funai foi que, se houvesse acordo entre a cúpula da Câmara, partidos, retornaríamos para lá”, afirmou Bolsonaor, que nesta quinta participou, em São Paulo, da Marcha Para Jesus, principal encontro evangélico do país.

O presidente criticou o Ibama e disse que o órgão vai parar de “atrapalhar quem quer produzir”.

Decreto de armas
Bolsonaro sinalizou, ainda, que pretende se articular em relação ao decreto das armas, derrubado pelo Senado e que ainda será analisado pela Câmara dos Deputados.

“Assim como deputados e senadores me procuram para vetar artigos aprovados, eu procuro também deputados e senadores para fazer valer também aquilo que eu acho que está certo. Vou agora entrar em contato com os homens do campo”, disse, em referência à bancada ruralista.

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