No Twitter, Bolsonaro reage à derrota do decreto das armas no Senado

"O direito à legítima defesa não pode continuar sendo violado", disse o chefe do Executivo Federal, após a Casa derrubar determinação

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 19/06/2019 7:19

Inconformado com a derrota que sofreu na noite desta terça-feira (18/06/2019), no plenário do Senado Federal, o presidente Jair Bolsonaro foi às redes sociais reclamar dos 47 votos contrários aos decretos editados por ele, que permitiriam a posse, o porte e a comercialização de armas no Brasil.

“Quem deixa de ter acesso a armas de fogo com leis de desarmamento, o cidadão que quer apenas se proteger ou o criminoso, que, por definição, não segue as leis?”, questionou o chefe do Executivo federal, que deu continuidade ao discurso de que “o direito à legitima defesa não pode continuar sendo violado”.

Agora, os sete  projetos de decreto legislativo (PDL nº 233/2019), que foram apreciados em conjunto pela Casa e pedem a suspensão do documento presidencial, seguem para a Câmara dos Deputados. Após a matéria ser apreciada pelos deputados federais, o PDL poderá, se aprovado, sustar os efeitos da medida tomada pelo presidente. Por enquanto, os efeitos do decreto presidencial continuam valendo.

 

Apelos de Bolsonaro
A poucas horas do início da sessão, que foi um balde de água fria nas prioridades de Bolsonaro, o presidente fez diversos apelos públicos. Entre eles, pediu que “não deixassem o decreto morrer na Câmara ou no Senado”.   Segundo o líder brasileiro, quem perde, em caso de derrota, não é o governo e, sim, o “cidadão de bem”, que precisa se defender, diante da ineficiência da segurança pública. Há meses, o presidente tem feito campanha declarada para que o Brasil siga os passos dos Estados Unidos e permita a posse de armas a pessoas comuns. A bandeira foi promessa de campanha durante os meses que antecederam as eleições de 2018, que elegeram o capitão reformado presidente.

Na quarta-feira da semana passada (12/06/2019), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado também rejeitou o parecer do senador Marcos do Val, que defende a manutenção do chamado decreto de armas. Na ocasião, Bolsonaro também reagiu nas redes sociais e em entrevistas à imprensa. Logo após a derrota, a comissão aprovou um requerimento de urgência para que o parecer siga para o plenário da Casa, onde foi votada nesta terça (18/06/2019).

À época, do Val disse que quem comemoraria a derrota seriam as facções criminosas “Hoje, com isso aqui, vai cair o decreto. Vai ser festa na quebrada. É festa das facções. É liberdade total. É a certeza de que o cidadão não vai poder se defender”, disse o senador.

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