Bolsonaro “desconvida” Cuba e Venezuela para sua posse

No Twitter, futuro presidente disse que não convidaria “regimes que violam as liberdades de seus povos”, mas convites já tinham ido

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 18/12/2018 7:53

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ordenou que os convites para a posse presidencial no dia 1º de janeiro, enviados aos chefes de Estado da Venezuela, Nicolas Maduro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, fossem desfeitos. Em novo comunicado emitido pelo Itamaraty, ambos os países foram informados de que seus chefes de Estado não estavam mais convidados para a cerimônia em Brasília. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

No domingo (16/12), Bolsonaro afirmou no Twitter que não iria convidar líderes de “regimes que violam as liberdades de seus povos” para a posse dele. Em seguida, a assessoria de Maduro publicou o convite do governo brasileiro para a solenidade de passagem de poder de Michel Temer para Jair Bolsonaro. Os comunicados são enviados com pelo menos um mês de antecedência para que haja tempo hábil para a adoção de todas as providências diplomáticas e de segurança dos chefes de Estado.

A reportagem lembra que o líder venezuelano iniciará novo mandato em 10 de janeiro, ficando no poder até 2025. A legitimidade da reeleição de Maduro foi contestada dentro e fora do país, inclusive pelo Brasil. O líder da Venezuela está no poder desde 2013 – Maduro assumiu após a morte de Hugo Chávez, de quem era vice.

Esta é a primeira vez, desde a redemocratização, que países são deixados de fora da posse presidencial no Brasil. Maduro, por exemplo, esteve na posse de Dilma Rousseff em 2015, assim como os então presidentes José Mujica (Uruguai), Michelle Bachelet (Chile), Evo Morales (Bolívia) e Horacio Cartes (Paraguai), além dos vice-presidentes Joe Biden (EUA) e Li Yuanchao (China).

Já a relação do Brasil com Cuba ficou estremecida após Bolsonaro anunciar mudanças no programa Mais Médicos, que não foram bem aceitas por Havana: o governo cubano, então, decidiu retirar do território nacional seus profissionais que atuavam no Mais Médicos.

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