Gabinete de Bolsonaro comprou passagem para o Rio no dia da morte de Marielle

Segundo a Transparência da Câmara, 2 bilhetes foram comprados em 14 de março de 2018. Não é possível saber se o então deputado embarcou

Foto: José Dias/PRFoto: José Dias/PR

atualizado 13/11/2019 16:54

À época em que Jair Bolsonaro ainda era deputado federal, recém-filiado ao PSL, o gabinete do parlamentar comprou duas passagens para o Rio de Janeiro no dia do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em 14/03/2018, segundo registros do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados. Não é possível saber, no entanto, se Bolsonaro chegou a embarcar.

No mesmo dia, há, no painel de presença da Câmara, dois registros que comprovam que o então deputado estava em Brasília, um às 14h e outro às 20h38. No dia seguinte ao assassinato de Marielle, Bolsonaro registrou presença na Casa às 9h30.

Veja abaixo:

O Metrópoles entrou em contato com o Palácio do Planalto, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Entenda
Em outubro, o Jornal Nacional, da TV Globo, veiculou uma reportagem com depoimento do porteiro que trabalhava no condomínio onde Jair Bolsonaro tem uma casa, no Rio de Janeiro. O funcionário citou o presidente ao relatar que um dos suspeitos de participação na morte da vereadora foi até o local e pediu para ligar na casa do chefe do Executivo.

A emissora informou também que, no dia e horário informados pelo porteiro, Bolsonaro estava em Brasília, na Câmara, e teve presença registrada no painel de votação da Casa.

No mesmo mês, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, enviou um ofício ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para apurar as circunstâncias nas quais o nome de Bolsonaro foi citado.

Na ocasião, Aras encaminhou ao Ministério Público do Rio o ofício assinado por Moro. Este, por sua vez, pediu que a Polícia Federal abrisse um inquérito na última semana para investigar o depoimento prestado pelo porteiro do condomínio.

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