Articulação de Maia prevê PRB na 1ª e PSL na 2ª vice da Mesa Diretora

O PSL, de Jair Bolsonaro, também deve ficar com a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados

Fernando Frazão/Agência BrasilFernando Frazão/Agência Brasil

atualizado 08/01/2019 8:42

A articulação do grupo de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para garantir ao deputado a reeleição como presidente da Câmara prevê que a primeira vice-presidência da Mesa Diretora fique com o presidente nacional do PRB e deputado eleito, Marcos Pereira (PRB-SP). A segunda vice, pelos acordos atuais, deve ficar com o PSL, provavelmente com o deputado eleito e presidente nacional da legenda, Luciano Bivar (PSL-PE).

Além da segunda vice, o partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, deve ficar com a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para o PRB, ficou prometida alguma outra comissão na próxima legislatura.

Até o momento, o PSL é o principal aliado de Maia na campanha para a presidência da Câmara. O PSD, que também declarou apoio ao democrata, tem 34 deputados eleitos e o PRB, 30.

Segundo o presidente do PSD no Distrito Federal, deputado Rogério Rosso, a sigla respeitará o critério de proporcionalidade dos partidos na Casa. Assim, como o partido é a quarta maior bancada na Câmara, deve garantir o comando da 2ª secretaria, caso mantidos os atuais critérios de distribuição de cargos e comissões.

“Como formou-se um blocão, respeitaremos o critério atual, da proporcionalidade, ficando com a 2ª secretaria e sem outras demandas”, afirmou Rosso. O setor é responsável por estágios, concessão de medalhas de mérito legislativo, premiações e emissão de passaporte diplomático aos parlamentares.

O PSDB já definiu que vai oficializar o apoio a Rodrigo Maia na eleição da Câmara. Os tucanos, que até a última legislatura tinham a quarta maior bancada da Câmara, com 49 deputados, passou para a nona posição, com 29 parlamentares.

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