Ancine: Bolsonaro diz que “garimpou” e vetou filmes sobre sexualidade

Produções estavam prontas para captação de recursos. Presidente afirmou que "degolaria" chefia da agência, caso não houvesse mandato

Andre Borges/Especial para o metrópolesAndre Borges/Especial para o metrópoles

atualizado 15/08/2019 21:25

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) indicou, em live no Facebook nesta quinta-feira (15/08/2019), que impediu a captação financeira para filmes que abordam temas relacionados à diversidade sexual pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). “Fomos garimpar”, disse.

Entre as produções citadas por Bolsonaro, estão filmes sobre transgêneros do Ceará, negros homossexuais do Distrito Federal e ex-freiras lésbicas. 

“A vida de quem quer que seja, particular, ninguém tem nada a ver com isso. Mas fazer um filme sobre negros homossexuais no DF, confesso que não dá para entender. Mais um que foi pro saco, aí”, afirmou. 

Para o presidente, os filmes não dariam audiência. Portanto, não receberiam investimentos no mercado privado. “Não têm plateia, não têm audiência. Tem meia dúzia [de pessoas]. Não tem bilheteria. É dinheiro jogado fora”, disse. 

Degola
As divergências do presidente da República com a agência se intensificaram quando ele criticou, em julho, o filme sobre a vida da ex-prostituta Bruna Surfistinha. Desde então, ele já anunciou alteração na estrutura e ameaçou fechar a Ancine.

Na transmissão ao vivo, Bolsonaro disse explicitou mais uma vez sua vontade de mudar a chefia. “Se a Ancine não tivesse, na sua cabeça toda, mandato, eu já tinha degolado todo mundo”, declarou. 

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