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Durante sabatina no programa Central das Eleições, transmitidos na noite desta segunda-feira (30/7) na Globo News, o pré-candidato à Presidência da República, Alvaro Dias (Podemos) afirmou que tem “itinerário de coerência”. Ele ressaltou como uma atitude de coerência ter deixado o PSDB, quando o partido apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

“Deixei o PSDB, por exemplo, porque ele se abraçou a Cunha (Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados) e Michel Temer (vice-presente do país, na época) para se chegar ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT)”.

Para ele, o processo de impeachment deveria também ter tirado Temer do poder. “Eu advogava o impeachment completo e, inclusive, denunciei que o atual presidente havia pedalado, declarou, ao ressaltar que no Brasil não há partido.

“Não tinha outra alternativa partidária no Brasil. Temos uma fábrica de siglas. Mudei de sigla. Elas mudam de lado toda hora. São siglas, não partidos. Sustentadas pelo fundo partidário, dinheiro público”, completou.

Ao se questionado sobre seu posicionamento em relação a reforma trabalhista, o postulante afirmou que votou contra, pois não defende o conteúdo. No entanto, é a favor da forma. “Em determinado momento, eu não podia compartilhar com posições partidárias diferentes das minhas convicções pessoais. Neste caso, nós teríamos que aprimorar a proposta. A legislação é atrasada. Ela deve ser a mais moderna possível”, concluiu.