Polícia vai intimar Gabriel Monteiro após denúncias; MP-RJ investiga
Vereador do Rio é investigado após denúncias de assédio sexual e moral por ex-funcionários, além de exploração e constrangimento infantil

Rio de Janeiro – O vereador Gabriel Monteiro (sem partido) será intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro para prestar depoimento na próxima quinta-feira (31/3) sobre denúncias de assédio moral e sexual, e de exploração e constrangimento infantil.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) também vai investigar as alegações feitas contra o parlamentar. Ex-policial militar e youtuber, o vereador foi acusado por ex-funcionários, em denúncia divulgada no programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo (27/3).
De acordo com a delegada Giselle do Espírito Santo, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, o vereador será intimado nos próximos dias para prestar depoimento. Ele deverá depor sobre as denúncias de assédio sexual de uma ex-assessora de 26 anos.
Já a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e Juventude da Capital, do MP-RJ, instaurou inquérito para apurar possível violação de direitos da criança, em vídeo do vereador, exibido nas redes sociais.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasSobre o suposto uso indevido de funcionários públicos para fins privados, o inquérito foi entregue à 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital, que vai analisar o caso.
Já o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Investigação Penal (CAO Investigação Penal/MP-RJ) informa que aguarda iniciativa de apresentação das denúncias por parte das supostas vítimas de assédio e estupro, citadas na reportagem, para atuação nos casos.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasDe acordo com o MP-RJ, nos episódios de assédio ou estupro cometidos contra adultos, é necessário que as próprias vítimas prestem queixa. Por força da legislação e em respeito ao princípio de proteção do direito à intimidade das vítimas, a promotoria só pode atuar nesses casos quando provocado.
Denúncias de ex-funcionários
Pelo menos cinco ex-funcionários apontaram, na reportagem do Fantástico, que o vereador pedia “carinhos”, inclusive nas partes íntimas; alisava uma de suas funcionárias; e proporcionava momentos desconfortáveis.
Além disso, também afirmaram manipulações envolvendo uma criança, nos vídeos publicados por Monteiro nas redes sociais. Nas imagens publicadas pelo Fantástico, ele induz uma menina a dizer que naquele dia “ficaria sem comida” e “era a comida que ela mais gostava de comer”.
Após a exibição da reportagem, o vereador se manifestou em suas redes sociais e negou todas as acusações.
“O Fantástico mentiu muito! A suposta estuprada me procurou para ficar comigo após esse suposto ato. A família da criança está indignada com a reportagem, só estávamos mostrando a realidade da menina que teve a vida mudada. A que alegou assédio cobrou R$ 100 mil para não falar na TV”, disse o ex-PM no Twitter.
“As famílias estão indignadas com a Globo. Antes de gravar, as mães deram o roteiro de vida delas. Fome, abandono paterno, situação de rua. Eu, ao longo do vídeo, vou apenas introduzindo a realidade. Objetivo claro: vocês verem o vídeo e entenderem a real necessidade de ajudá-las. E qualquer pessoa que tem experiência de vídeo sabe que o conteúdo tem que ser cadenciado. Nunca mentiroso. O fato de eu ajudar a criança a falar sua realidade só demonstra minha vontade de elas mudarem de vida”, completou.













