Polícia do Rio monta força-tarefa para desvendar morte do menino Henry

Laudos de amostras coletadas no apartamento da criança e análise de mensagens apagadas de celulares são determinantes para o inquérito

atualizado 04/04/2021 11:25

Henry Borel MedeirosReprodução redes sociais

Rio de Janeiro – A Polícia Civil do Rio de Janeiro criou uma força-tarefa, com diferentes áreas e especialidades de investigadores, para tentar esclarecer a misteriosa morte de Henry Borel Medeiros, de 4 anos. O menino chegou morto em um hospital da Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, no dia 8 de março.

O delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), já ouviu 17 testemunhas no inquérito e aposta nas provas periciais para a conclusão da investigação. Além dos laudos de exames de necropsia no corpo da criança, o material recolhido no apartamento onde Henry dormia, em 8 de março, passa por análises minuciosas. As coletas foram realizadas em duas ocasiões – uma no dia 29 de março e outra no dia 1º de abril.

A polícia aguarda também a análise das mensagens que foram deletadas, na madrugada do último dia 8, dos telefones celulares de Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, mãe da criança, e do vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), padrasto.

De acordo com depoimentos prestados por Monique e Jairinho na 16ª DP, eles assistiam a uma série na televisão, quando, por volta das 3h30, encontraram Henry caído no chão, com mãos e pés gelados e olhos revirados.

Com quase duas décadas de experiência, a perita legista Gabriela Graça, que dirigiu o IML e hoje é responsável pelo setor de Antropologia Forense do órgão, é taxativa: “A perícia é a sentença desse caso”, disse, ao jornal Extra. A legista ainda acrescenta que, além dos exames de necropsia, foi elaborado um laudo complementar, para dar mais subsídios aos investigadores.

Gabriela Graça diz que, caso ainda pairem questões não esclarecidas, a possibilidade de exumação do corpo de Henry será avaliada. Mas ela frisa que autoridades só tomarão tal medida se for extremamente necessária à elucidação do caso.

Entenda o caso

Henry Borel Medeiros morreu no dia 8 de março, ao dar entrada em um hospital da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Segundo Leniel Borel, ele e o filho passaram, normalmente, o fim de semana. Por volta das 19h do dia 7, o pai o levou de volta para casa, onde o menino morava com a mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, e com o vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade).

O pai de Henry relata que, por volta das 4h30 do dia 8, recebeu uma ligação de Monique falando que estava levando o filho para o hospital, porque o garoto apresentava dificuldades para respirar.

Leniel afirma que viu os médicos tentando reanimar o pequeno Henry, sem sucesso. O menino morreu às 5h42, conforme registro policial feito pelo pai da criança.

De acordo com o laudo de exame de necropsia, a causa da morte do menino foi hemorragia interna e laceração hepática provocada por ação contundente. Para especialistas, ação contundente seria agressão.

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