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Brasil

Polícia conclui que mãe de 17 anos e padrasto mataram bebê no Rio

Laudo aponta que Maria Sofia Flora, de 1 ano e 10 meses, teve morte encefálica causada por fenômeno ‘Shaken baby’. Casal está preso

Repórter de Brasil08/03/2022 09:08, atualizado 08/03/2022 11:55
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Reprodução redes sociais
Polícia conclui que mãe de 17 anos e padrasto mataram bebê no Rio

Rio de Janeiro – Uma mãe de 17 anos e seu companheiro foram os responsáveis pela morte de Maria Sofia Flora, de 1 ano e 10 meses, no Rio de Janeiro. Essa foi a conclusão do inquérito da Polícia Civil sobre o caso, que foi divulgado nessa segunda-feira (7/3).

A mãe adolescente e o padrasto da criança, Mateus Monteiro do Nascimento, 20, foram presos na última sexta-feira (4/3) em Realengo, zona oeste da cidade. As investigações concluíram que Sofia teve traumatismo craniano encefálico, de acordo com o laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML).

A criança foi morta em 7 de fevereiro e teve morte encefálica causada pela síndrome do bebê sacudido, chamado de “Shaken baby”. 

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Mateus Monteiro do Nascimento, padrasto de Maria Sofia Flora
Maria Sofia Flora morava com a mãe de 17 anos em um abrigo e sofria maus-tratos
Maria Sofia Flora, de 1 ano e 10 meses, foi morta pela mãe e pelo padrasto
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Maria Sofia Flora, de 1 ano e 10 meses, foi morta pela mãe e pelo padrasto

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Mateus Monteiro do Nascimento, padrasto de Maria Sofia Flora
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Mateus Monteiro do Nascimento, padrasto de Maria Sofia Flora

Maria Sofia Flora morava com a mãe de 17 anos em um abrigo e sofria maus-tratos
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Maria Sofia Flora morava com a mãe de 17 anos em um abrigo e sofria maus-tratos

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O diagnóstico do IML constatou grande edema cerebral, meninges com infiltrações hemorrágicas e infiltrações hemorrágicas difusas. A 33ª DP, que investigou o caso, contou com uma série de depoimentos que ajudaram a solucionar o crime.

O pai biológico de Maria Sofia, a médica que fez o atendimento no Hospital Albert Schweitzer, os próprios acusados e funcionários do abrigo onde a jovem de 17 anos morava com a filha foram ouvidos.

Tentativa de guarda

A avó paterna da criança, Romilda Nunes, tentava há oito meses encontrar a mãe da menina, que havia desaparecido com a bebê depois que ela tentou a guarda na Justiça. A adolescente residia com Maria Sofia em Cabo Frio, na Região dos Lagos, até que resolveu fugir com o novo companheiro e a filha.

“Quando minha neta foi assassinada, meu filho e eu ficamos aqui no Rio por 12 dias procurando provas. Ficamos três dias com a mesma roupa. Hoje eu choro pelo luto da minha neta, mas estou leve porque a justiça está sendo feita. Descansa em paz, meu amor. Sua família te ama muito”, disse a avó nas redes sociais.

Ficou comprovado que Sofia sofria de maus tratos com frequência e tinham relatos até de uma fratura exposta no braço direito da criança, lesões provocadas por terceiros.

“O casal negou as agressões à vítima, entretanto, foram desmentidos pelo laudo do IML e prontuário do hospital. Além disso, testemunhas, vizinhos e funcionários do abrigo onde a mãe ficou com a vítima, corroboram os maus tratos sofridos pela criança”, disse o responsável pelas investigações, Delegado Flávio Rodrigues, ao Metrópoles.

Nas redes sociais, o pai biológico da menina escreveu: “Filha, te amo muito. Sua falta dói muito aqui meu amor minha neguinha, linda, te amo muito muito”.

O casal foi preso em casa e não apresentou resistência. A mãe, por ser menor de idade,teve sua apreensão solicitada na Vara de Infância e Juventude. Já Matheus teve a prisão temporária solicitada na na 2ª Vara Criminal.

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