PM envolvido no caso Marielle admite propina à delegacia do RJ

Rodrigo Jorge Ferreira, conhecido como Ferreirinha, foi preso pela Polícia Civil do Rio em 31 de maio deste ano

JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOJOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 02/09/2019 11:40

O policial militar Rodrigo Jorge Ferreira admitiu que levava dinheiro de suborno a policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DH), no Rio de Janeiro, a mando do miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica. As informações são do UOL Notícias.

A declaração de Ferreirinha, como o PM é conhecido, consta no inquérito da Polícia Federal que apontou como ele e a advogada obstruíram a investigação do duplo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ) e do motorista Anderson Gomes.

Ferreirinha confessou também que havia prestado falso testemunho ao incriminar Curicica e o vereador Marcelo Sicilliano (PHS-RJ) como mandantes do atentado. A Secretaria de Estado da Polícia Civil do RJ não quis se pronunciar, pois o caso Marielle permanece em sigilo.

No começo do ano, Ferrerinha prestou depoimento aos delegados federais Leandro Almada e Milton Neves, na sede da Superintendência da PF no Rio. Ele disse não ter procurado a DH inicialmente, pois não se sentia seguro ante integrantes da milícia de Curicica.

“Porque, como eu relatei antes, quando o Ricardo era vivo, eu levava dinheiro lá [na DH]. Eu não me sentia seguro de ir lá”, respondeu Ferrerinha. José Ricardo Silva é integrante da milícia de Curicica e foi assassinado em uma emboscada em fevereiro de 2018.

No depoimento à Polícia Federal, Ferreirinha não revelou nomes dos policiais da DH que teriam recebido propina de Curicica.

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