Petrobras: PF apreende quase R$ 4 milhões em nova fase da Lava Jato

Quantia estava divida em dólares, euros e reais. Investigação apura esquema de corrupção na Diretoria de Abastecimento da Petrobras

atualizado 07/10/2020 18:18

PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) divulgou, nesta quarta-feira (7/10), balanço da 76ª fase da Lava Jato, que apura esquema de corrupção na Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

A ação policial foi realizada nesta manhã. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, todos no Rio de Janeiro. Em um dos endereços alvos da operação, os policiais apreenderam mais de R$ 1,6 milhão em espécie, além de US$ 414 mil e 1,9 mil euros.

A ação foi batizada de Sem Limites III e investiga crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro na área comercial da Petrobras, especialmente no comércio de bunker, como é conhecido o produto escuro usado como combustível de navio.

As apurações foram iniciadas após a deflagração da 57ª fase da Lava Jato, deflagrada no fim de 2018, segundo informações divulgadas pela Polícia Federal.

A ação prendeu integrantes de organização criminosa responsáveis pela prática de crimes envolvendo a negociação de óleos combustíveis e derivados entre a estatal e trading companies estrangeiras.

Veja imagens do conteúdo apreendido:

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Executivos ligados a empresas estrangeiras investigadas celebraram acordos de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

“Conforme narraram, com base em elementos probatórios por eles apresentados, funcionários da estatal, responsáveis pelas negociações de compra e venda de bunker e diesel marítimo, recebiam vantagens indevidas para favorecê-las nas negociações de fornecimento de combustíveis marítimos no varejo para abastecimento dos navios a serviço da empresa em portos estrangeiros”, explicou a PF.

Com parte das comissões geradas a partir da celebração das operações comerciais, os executivos teriam realizado os pagamentos dos funcionários públicos com auxílio de um operador financeiro.

Verificou-se que os funcionários da Petrobras, alvos desta fase, também repartiam os valores de propina com outros agentes públicos da Petrobras já denunciados pela Lava Jato.

Os investigados responderão pela prática, dentre outros, dos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e de lavagem de dinheiro.

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