Operação Apneia: PF investiga fraude na compra de respiradores em Recife

De acordo com a apuração, a prefeitura contratou sem licitação e de forma irregular uma microempresa para fornecer equipamentos

atualizado 28/05/2020 13:23

A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco, cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (28/05) no âmbito da segunda fase da Operação Apneia. As investigações apontam supostas de irregularidades na compra de 500 ventiladores pulmonares pela Prefeitura de Recife como medida de enfrentamento ao novo coronavírus.

As ordens judiciais são cumpridas em Recife e São Paulo. A Justiça também determinou a proibição de trânsito, venda ou qualquer outra medida que envolva os 35 ventiladores pulmonares que já haviam sido entregues pela microempresa Juvanete Barreto Freire à prefeitura.

De acordo com as diligências, a prefeitura contratou sem licitação e de forma irregular a Juvanete Barreto Freire, empresa aberta há seis meses e com experiência na área veterinária. O valor total dos contratos foi de R$ 11,5 milhões.

Após o início das operações, a Prefeitura de Recife cancelou o contrato com a empresa alegando prejuízo à imagem.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de dispensa indevida de licitação, uso de documento falso, sonegação fiscal e previdenciária, associação criminosa e peculato.

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