Morto levado para prova de vida: banco diz que atua para evitar fraudes

Os bombeiros informaram que, diante da “rigidez cadavérica”, a suspeita era de que o homem estava sem vida há pelo menos 12 horas

atualizado 16/10/2020 16:27

Reprodução

O caso da mulher que levou um idoso morto em uma cadeira de rodas até uma agência bancária para uma prova de vida, na região central de Campinas (SP), ganhou mais um episódio. Por meio de nota, o Banco do Brasil se pronunciou e afirmou que atua para conter o risco de fraudes.

“O Banco do Brasil atua para mitigar o risco de fraudes nos pagamentos de benefícios previdenciários com medidas como a identificação do cliente por meio de senhas, cartão e biometria. O BB esclarece ainda que a ocorrência registrada em uma de suas agências em Campinas, São Paulo, não tinha relação com prova de vida do INSS”, informou.

Em outro trecho, a nota diz: “O Banco cumpriu, nesse caso, todos os protocolos previstos no contrato de prestação de serviço com a fonte pagadora, o que inclui a exigência de procuração ou a presença do beneficiário na agência”.

Relembre o caso

Como noticiado nessa quinta-feira (15/10), o objetivo da suspeita era fazer a prova de vida e tentar sacar a aposentadoria do homem, um ex-escrivão de 92 anos.

O caso ocorreu em uma unidade do Banco do Brasil no dia 2 de outubro e foi descoberto após a mulher, na tentativa de apressar o atendimento, dizer que o suposto companheiro estava passando mal.

Por conta disso, o Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou que o senhor já estava morto que o óbito teria ocorrido havia algum tempo.

Em seguida, a Polícia Militar foi acionada e a mulher conduzida ao 1º Distrito Policial para registro da ocorrência. José Henrique Ventura, diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 2), também confirmou a morte.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que a mulher e testemunhas foram ouvidas. Os laudos para determinar quando ocorreu e as causas da morte do idoso estão em andamento.

A mulher, que não teve a identidade revelada, deve responder por estelionato.

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