Milicianos são presos após erguer condomínio ilegal no Rio

Sete integrantes da organização criminosa são alvo, entre eles um capitão da Polícia Militar. Operação foi deflagrada nesta quarta-feira

atualizado 11/03/2020 9:06

Sete integrantes de uma organização criminosa são alvo de operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (11/03) que investiga construções irregulares no bairro da Taquara, em Jacarepaguá (RJ).

Entre eles está um capitão da Polícia Militar lotado no Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe).

Segundo investigadores, o policial usa da graduação militar para afiançar a confiabilidade das negociações relativas aos imóveis oferecidos à população.

A operação, batizada de “Condomínio Fechado“, foi deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e as polícias Civil e Militar.

Além das sete prisões, são cumpridos dez mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos acusados no Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, o grupo ergueu o condomínio residencial Bosque Pedra da Boiúna, na Estrada do Curumaú, de maneira irregular e extorquindo moradores.

Em 2012, o líder do grupo celebrou um documento particular no qual figurava como “promitente comprador” de parte dos lotes do local pelo valor de R$ 10 mil. Hoje, o grupo comercializa um único terreno por até R$35 mil, e casas por até R$190 mil.

“A construção e desenvolvimento do loteamento se deu com a completa destruição da vegetação de onde hoje está situado o condomínio, com a abertura de vias e repartição das áreas em loteamentos”, explicou o MPRJ, em nota.

Outro ato criminoso cometido pelo bando foi a falsificação de documentos.

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