Matheusa recebeu garrafa de água com ecstasy, diz testemunha
A testemunha, entretanto, não soube dizer se Matheusa sabia que havia droga na bebida
atualizado
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Horas antes de ser morta por um traficante no Rio de Janeiro, a estudante Matheusa Passarelli consumiu água com ecstasy em uma festa. Em audiência na 1ª Vara Criminal, no último dia 17 de setembro, a testemunha, que não teve o nome revelado, disse que uma convidada deu uma garrafa de água com ecstasy para a estudante.
A testemunha, entretanto, não soube dizer se Matheusa sabia que havia droga na bebida. De acordo com a investigação do caso, a estudante saiu do local demonstrando “intenso descontrole emocional” e correu, nua, em direção ao morro.
“Eu fiquei sabendo este ano que tinha MD (na festa), e uma pessoa deu uma garrafa de água com MD para a Matheusa. Não fiquei sabendo disso na época. Não presenciei a cena. Só soube este ano”, disse a testemunha, citando a substância MDMA (sigla para 3,4-metilenodioximetanfetamina), uma versão mais forte do ecstasy segundo reportagem do jornal Extra.
A juíza Viviane Ramos de Faria, que conduzia a audiência, perguntou quem é a pessoa que entregou a garrafa. A testemunha citou dois apelidos da convidada e diz que ela, atualmente, não mora mais no Brasil.
“Essa pessoa pediu para não ser citada na delegacia. Achei estranho na época ela, que é uma pessoa do movimento LGBTQ, não querer se envolver nisso. Quando eu soube dessa informação, entendi o porquê ela não queria se envolver”, respondeu a testemunha, que disse não ter visto Matheusa consumir outras drogas no dia da festa.
