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Polícia

Delegado diz que traficantes montaram "empresa" em aeroporto de Viracopos

Mais de 200 policiais federais, 80 policiais militares e seis policiais civis participam do cumprimento de 44 mandados de busca e apreensão

06/10/2020 16:36
Divulgação/ Polícia Federal
Delegado diz que traficantes montaram “empresa” em aeroporto de Viracopos

A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (6/10), a Operação Overload, que teve como objetivo reprimir organização criminosa, voltada ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. O grupo atuava principalmente no Aeroporto Internacional de Viracopos (SP).

O inicio da operação se deu em fevereiro de 2019, com a apreensão, na Área Restrita de Segurança (ARS) do Aeroporto Internacional de Viracopos, de 58kg de cocaína, com destino à Europa. A partir dessa ação, a Polícia Federal mapeou a atuação de toda a organização criminosa.

De acordo com nota da corporação, ao todo, mais de 200 policiais federais, 80 policiais militares e 6 policiais civis participam do cumprimento de 44 mandados de busca e apreensão e 35 mandados de prisão temporária, em 4 estados do país.

Em coletiva de imprensa, o delegado chefe da Polícia Federal em Campinas, Edson Geraldo de Souza, afirmou que o grupo além de ser responsável pelo envio de drogas para o exterior, também prestava serviços para qualquer pessoa que quisesse enviar entorpecentes ou algo ilícito para outro país.

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“Eles montaram uma empresa paralela de logística para oferecer serviços de envio de droga para fora do país a quem tivesse interesse. Eles estavam abertos para fazer negócios com qualquer um”, afirmou o delegado, de acordo com o portal G1.

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O inicio da operação se deu em fevereiro de 2019
Operação Overload
De acordo com a PF, a organização criminosa é composta por brasileiros
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De acordo com a PF, a organização criminosa é composta por brasileiros

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O inicio da operação se deu em fevereiro de 2019
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O inicio da operação se deu em fevereiro de 2019

Divulgação/ Polícia Federal
Operação Overload
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Operação Overload

Divulgação/ Polícia Federal

A organização

De acordo com a PF, a organização criminosa é composta por brasileiros. Além disso, a corporação informa que o grupo aliciava funcionários terceirizados do aeroporto para que interferissem a favor da quadrilha nas atividades de logística do terminal.

A Polícia Federal também afirmou que os bens imóveis, veículos, contas bancárias e empresas identificados como pertencentes à organização criminosa estão sendo bloqueados e apreendidos. Além das constrições judiciais, durante o período em que perdurou o acompanhamento da organização criminosa, foram apreendidos 250kg de cocaína pertencentes ao grupo.

Mortos na operação

Como noticiado pelo Metrópoles, a operação deixou dois mortos. “Dois investigados [ainda não identificados] vieram a óbitos após confrontos com policiais federais”, informou a corporação, em nota divulgada à imprensa nesta manhã.