Acre: governo vê elo entre fuga de presos, caso no Paraguai e PCC

Na madrugada desta segunda, 26 presos fugiram no Complexo Penitenciário de Rio Branco. Secretário pediu ajuda à Polícia Federal e à Abin

Marcos Vicentti/Secom-AC

atualizado 20/01/2020 17:07

Uma possível ligação entre a fuga em massa que ocorreu na madrugada desta segunda-feira (20/01/2020) no Complexo Penitenciário Francisco d’Oliveira Conde, em Rio Branco, capital do Acre, e o caso dos 76 detentos que fugiram de um presídio no Paraguai nesse domingo (19/01/2020) será investigada pela Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a pedido do governo acreano. As informações são do G1.

Em coletiva, nesta segunda, o secretário em exercício de Justiça e Segurança Pública do Acre, Ricardo Brandão (foto em destaque), afirmou que a fuga está sob investigação para saber se tem ligação com o episódio paraguaio e também com o final de semana violento na capital acreana.

Em Rio Branco, os 26 detentos fugiram do pavilhão L, onde cumpriam pena em regime fechado. Os presos são da facção criminosa denominada Bonde dos 13, aliada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Adalcimar Oliveira de Almeida foi recapturado ainda na manhã desta segunda e 25 seguem foragidos.

Túnel
No Paraguai, os presos que fugiram da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, que fica na fronteira com a cidade brasileira de Ponta Porã (Mato Grosso do Sul), são integrantes da facção criminosa brasileira PCC. Eles deixaram a unidade por um túnel.

“Justamente com essa preocupação foi que a gente buscou apoio da Abin e do Centro Integrado de Inteligência Regional para avaliar se há correlação da fuga do estado do Acre com a fuga no Paraguai. Neste momento, nós não descartamos nada. Daí o motivo pelo qual todo o aparato da Segurança Pública está mobilizado”, afirmou o secretário.

Segunda fuga
Essa foi a segunda fuga do Complexo Penitenciário de Rio Branco em uma semana. No último dia 13 de janeiro, quatro detentos fugiram da unidade após fazerem um buraco na cela 8 do Pavilhão P. A fuga só foi percebida no momento da contagem de presos.

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