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Brasil

Polícia apura invasão ao TJRS e vazamento de dados de vítima de abuso

Investigados são dois adultos, de 20 anos, e dois adolescentes, de 15 e 17. Ação teria sido motivada por vingança de homem preso

12/08/2025 14:24
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Divulgação/PCRS
Imagem colorida, Polícia apura invasão ao TJRS e vazamento de dados de vítima de abuso - Metrópoles

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) investiga uma quadrilha suspeita de invadir o sistema Eproc, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), para vazar informações sigilosas de um processo judicial envolvendo uma adolescente, de 15 anos, vítima de abuso sexual.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira (12/8) em Pelotas, Rio Grande, Montenegro, Arvorezinha, no estado gaúcho, e Imbituba, em Santa Catarina.

De acordo com a corporação, os investigados são dois adultos, de 20 anos, e dois adolescentes, de 15 e 17. Durante a operação para cumprir a ordem judicial, foram apreendidos HDs e celulares.

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Foi informado também que um homem, de 21, atualmente preso por suspeita de abusar da vitima adolescente, teria mandado que um grupo invadisse o sistema eletrônico do TJRS para acessar depoimentos e provas do caso.

Comercialização de dados

O conteúdo obtido de forma ilegal foi divulgado na internet e enviado diretamente à vítima, como uma forma de ameaçá-la. Segundo a PCRS, essa ação dos criminosos teria sido motivada por vingança.

Além da invasão ao sistema, o grupo é investigado por vender dados do sistema de consultas integradas. Os adolescentes envolvidos devem responder por ato infracional análogo à invasão dolosa de sistema informático, associação criminosa e divulgação de vídeo contendo cenas pornográficas de vítima adolescente.

Já os adultos devem responder pelos mesmos crimes, incluindo somente corrupção de menores.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Leopoldo, com apoio do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc).

O Metrópoles entrou em contato com o TJRS, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.