Polêmica: pais e alunos reclamam de câmeras nos banheiros de escola

Equipamentos instalados em escola público de Goiás foram retirados após revolta de famílias; Seduc informou que deve investigar o caso

atualizado 10/05/2022 19:38

Reprodução/TV Anhanguera

Goiânia – Medo e constrangimento. Esses foram alguns dos sentimentos relatados por pais e alunos que denunciaram a instalação de câmeras de monitoramento dentro dos banheiros de uma escola pública no bairro Jardim Curitiba, na região noroeste da capital goiana.

Conforme os relatos, os equipamentos foram colocados nos banheiros feminino e masculino. De acordo com os alunos, eles se sentiram expostos, preocupados e sem privacidade.

O caso aconteceu no Colégio Estadual Nossa Senhora de Lourdes. Segundo os alunos, a diretora da unidade escolar teria encaminhado um aviso em um grupo de troca de mensagens dos estudantes informando a instalação.

“Colocamos câmeras nos banheiros com o objetivo de proteger o patrimônio público e evitar possíveis infrações lá dentro. As câmeras não filmam dentro do box do vaso sanitário. Não precisam se sentir violados”, escreveu.

Sem autorização

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (SEDUC), informou ao Metrópoles que as câmeras já foram retiradas da escola.

“Não há autorização para instalação de câmeras em sanitários/banheiros das unidades escolares e a Coordenação Regional de Educação (CRE) de Goiânia já foi orientada para que as câmeras sejam retiradas imediatamente”, declarou a pasta.

A Seduc afirmou ainda que deve investigar o caso.

Sem consulta

Os pais dos estudantes reclamam que não foram consultados sobre a decisão da escola de colocar câmeras nos banheiros. Uma mãe relatou à TV Anhanguera que ficou assustada com a situação.

“Eu me assustei quando ela me falou. Eu falei assim: ‘Uai, mas câmera no banheiro? Geralmente, nem em lugar público é dessa forma’. O que assusta é a falta de diálogo, porque eles não perguntaram para os pais o que os pais achariam disso? Não, eles só colocaram”, disse a mulher.

Já o pai de uma menina de 17 anos disse que, após a situação, está preocupado em deixar a filha ir para a escola. “Nenhum pai ali se sentiria tranquilo em saber que a sua filha está sendo vigiada e, mais ainda, preocupado em saber quem está vigiando a sua filha”, desabafou o homem.

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