PMs de Goiás são investigados por simular confronto que matou 4 jovens

Segundo os policiais, vítimas furaram bloqueio e atiraram na equipe, no entanto, investigações apontam que não houve tiroteio

atualizado

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Reprodução/TV Anhnaguera
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1 de 1 imagem colorida pms investigados por simular confronto e matar jovens goias - Foto: Reprodução/TV Anhnaguera

Goiânia – Oito policiais militares são investigados como suspeitos de matar quatro jovens e simular um confronto para justificar a ação, que ocorreu em Rio Verde, no sudoeste goiano. Nenhum dos militares teve o nome divulgado.

De acordo com a Polícia Civil, os militares relatam que o carro das vítimas furou um bloqueio policial em alta velocidade na GO-210; por isso, houve uma perseguição, situação em que a equipe teria sido atingida por disparos e reagiu. Os policiais argumentam que socorreram os suspeitos alvejados, que foram levados para um hospital próximo.

Contudo, as investigações apontam que não houve tiroteio e que as vítimas teriam chegado mortas à unidade de saúde. Um médico foi coagido a atestar que os jovens deram entrada vivos no hospital.

O médico em questão passou pelo comitê ético do Conselho Regional de Medicina (Cremego), que entendeu que o profissional foi coagido a emitir o laudo falso. O processo foi arquivado sem nenhuma penalidade ao profissional.

Contradições

Conforme a apuração do caso, os policiais se contradizem sobre a velocidade do carro das vítimas. De acordo com o delegado que investiga a situação, Adelson Candeo, um vídeo mostra o carro das vítimas perto de Rio Verde cerca de 1 hora após ter sido parado pelos policiais. O veículo faz o trajeto de volta para a rodovia. O delegado acredita que, nesse momento, o carro estava sendo dirigido por um dos militares.

“Se eles já tinham sido abordados e se os militares realmente estavam conduzindo esse veículo, esses quatro envolvidos estavam em poder da viatura”, informou o investigador à TV Anhanguera.

À polícia familiares das quatro vítimas disseram que acreditam que eles tenham sido torturados. A Polícia Civil faria uma reconstituição do caso, mas os PMs investigados se negaram a participar. O perito da Polícia Científica Paulo Lima garante que isso não vai atrapalhar as investigações.

“Quando a gente cruza os dados de tudo, rastreamento de veículos com localização, com questão de laudo cadavérico, exame pericial realizado nos veículos, depoimentos, enfim, é possível construir uma dinâmica dos fatos confiável e que mostra que, na verdade, a versão inicial apresentada não é compatível com os elementos até aqui apurados”, destacou o perito.

O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) e a Polícia Militar de Goiás (PMGO), mas, até o fechamento desta reportagem, não houve retorno. O espaço segue aberto.

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