PMs acusados de matar advogado Davi Sebba vão a júri popular em Goiás
Davi Sebba foi executado poucos minutos antes do nascimento do primeiro filho, Gabriel Davi, em julho de 2012
atualizado
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Goiânia – Acusados pela morte do advogado Davi Sebba, os policiais militares Edinailton Pereira de Souza, Luiz Frederico de Oliveira e Jonathas Atenevir Jordão serão julgados pelo Tribunal do Júri de Goiás nos dias 3 e 4 de setembro. O crime ocorreu em 5 de julho de 2012. Davi Sebba foi executado a tiros minutos antes do nascimento do primeiro filho, Gabriel Davi.
Segundo decisão judicial, a sessão será presencial, com comparecimento obrigatório do Ministério Público, das defesas e dos réus. O juiz também determinou a intimação das testemunhas para o primeiro dia do julgamento.
O processo tramita há quase 14 anos e teve sucessivos recursos apresentados pelas defesas dos acusados ao longo desse período. As medidas foram analisadas e rejeitadas pelas instâncias judiciais, o que permitiu o agendamento do júri popular.
Violência policial
O caso ganhou repercussão em Goiás e passou a ser citado em discussões sobre violência policial e responsabilização de agentes públicos. A morte de Davi Sebba também foi mencionada em debates sobre abuso de autoridade, desaparecimentos forçados e letalidade policial no país.
O advogado foi morto no estacionamento do supermercado Carrefour, na capital goiana, em julho de 2012. A vítima foi abordada por três policiais militares à paisana quando fazia compras que seriam levadas à esposa na maternidade. Davi acabou executado com um tiro no peito, que atravessou seu coração e causou sua morte instantânea.
“Depois de quase 14 anos de espera, a definição da data do júri representa um passo fundamental para que haja justiça pelo assassinato de Davi. Nossa família e amigos do Davi esperam que a sociedade goiana possa, finalmente, conhecer em plenitude os fatos e que os responsáveis sejam julgados com a seriedade que o caso exige. A morte de Davi não destruiu apenas um projeto de vida; ela deixou uma ausência permanente em nossa família e também se tornou símbolo de uma violência policial que segue fazendo vítimas de forma injustificada e desumana”, afirma Pedro Ivo Sebba Ramalho, irmão da vítima.
