PM da soco e quebra nariz de mulher que comemorava vitória de Lula no ES.
Justiça do ES proibiu o cabo da PM Bernando Menezes Coutinho de portar arma e de se aproximar da vítima após decisão na quinta (5/11)
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o cabo da Polícia Militar Bernardo Menezes Coutinho agride uma administradora de empresas, de 43 anos, após uma discussão sobre política em Vila Velha, na Grande Vitória (ES). A vítima levou um soco no rosto e teve o nariz quebrado.
O caso ocorreu na noite do 2º turno, mas o vídeo só foi divulgado agora. Segundo testemunhas, tudo começou quando a mulher celebrava a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um bar na Rua José Pinto Vieira, no bairro Itapoã. As comemorações teriam irritado o policial, que partiu para a agressão.

Nas imagens, Bernardo aparece na rua, sem camisa e descalço, acompanhado de um homem que tenta contê-lo. Em outro trecho, ele desfere socos no rosto da mulher, enquanto pessoas ao redor tentam separar os dois. Ao fundo, é possível ouvir gritos pedindo que ele pare.
Mesmo depois de ser ajudada a se levantar e tentar se afastar, ela é novamente agarrada pelos cabelos e leva outro soco do policial.
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Frequência de envio: Diário
Ver todasPM vai acompanhar o caso
- Em nota, a Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) disse que tomou conhecimento da ocorrência e que a Corregedoria vai acompanhar o caso.
- A corporação afirmou que a conduta do cabo será analisada com base no Código de Ética e Disciplina da PMES, respeitando os procedimentos legais e administrativos.
- A PM também esclareceu que, por não se tratar de um caso previsto no Código Penal Militar, a investigação criminal não será conduzida por ela. A instituição acrescentou que vai acompanhar o cumprimento das medidas protetivas determinadas pela Justiça.
- “A conduta do policial militar será avaliada à luz do Código de Ética e Disciplina da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), observados os procedimentos legais e administrativos cabíveis”, afirmou a corporação.
Justiça proíbe policial de portar arma
Após as agressões, a vítima procurou um advogado, que pediu à Justiça medidas protetivas de urgência e a suspensão do porte de arma do policial.
Nessa quinta-feira (5/11), o Tribunal de Justiça do estado (TJES) determinou que Bernardo fique proibido de portar armas e mantenha uma distância mínima de 200 metros da vítima.
A reportagem tenta localizar a defesa de Bernardo e o espaço segue aberto para manifestações.
