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Mirelle Pinheiro

PM é suspeito de atirar e matar turista que viajava com amigos para o RJ

Daniel de Andrade foi morto a tiros na madrugada de sábado (31/10), quando o carro em que estava foi alvo de ocupantes de outro veículo

05/11/2026 20:04, atualizado 05/11/2026 20:08
Reprodução/Instagram
PM é suspeito de atirar e matar turista que viajava com amigos para o RJ

O policial militar Lúcio da Silva Colito foi identificado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) como o principal suspeito de matar o professor e pesquisador Daniel Oliveira de Andrade (foto em destaque), de 28 anos. O carro em que a vítima estava foi alvo de disparos de arma de fogo na madrugada do último sábado (31/10), quando passava pela Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro (RJ).

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) representou pela prisão temporária do policial. Ele foi identificado durante as investigações, após perícia no local, depoimentos de testemunhas e outras diligências.

Segundo a PCERJ, o policial militar foi intimado a prestar depoimento nesta quinta-feira (5/11), mas não compareceu.

A corporação informou que a investigação continua para esclarecer todos os fatos.

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O caso

A coluna conversou com familiares de Daniel, que informaram que a viagem ocorreria em comemoração à aprovação de Daniel no mestrado em educação matemática pela Universidade de São Paulo (USP), concluído havia duas semanas. Ele também se preparava para iniciar o doutorado na instituição no começo do próximo ano.

Em entrevista, o pai de Daniel, Paulo Wulff, contestou a versão apresentada pelas autoridades, que alegam que os disparos ocorreram após uma discussão no trânsito.

Segundo o pai do professor, relatos de testemunhas e informações obtidas pela família indicam que não houve qualquer discussão antes que o carro em que Daniel estava com os amigos fosse atingido por mais de um disparos.

De acordo com a versão do motorista do carro em que Daniel estava, eles trafegavam pela Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (RJ), quando outro veículo se aproximou com o farol alto. Para dar passagem, o condutor acionou a seta e mudou de faixa.

Em seguida, o carro dos suspeitos teria ultrapassado o veículo dos amigos e entrado à frente de um caminhão que também trafegava pela rodovia, obrigando o motorista a reduzir a velocidade. Na sequência, o amigo de Daniel voltou para a faixa anterior e emparelhou com o automóvel dos suspeitos. Nesse momento, os ocupantes abriram fogo contra o carro, atingindo Daniel e um dos pneus.

O pai afirma que a polícia não preservou a cena do crime e não realizou devidamente a perícia científica. Versão negada pela PCERJ.

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