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Eleições 2026Brasil

Plenário do TSE mantém remoção de post que associa Flávio à "rachadinha"

TSE manteve remoção de publicações que associavam Flávio Bolsonaro à operação da PF que prendeu aliados políticos do senador no Rio

21/10/2026 00:00, atualizado 21/10/2026 00:02
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por unanimidade a decisão que determinou a remoção de publicações nas redes sociais que associam o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), e a práticas criminosas.

O conteúdo relacionava o parlamentar a organizações criminosas, milícias, lavagem de dinheiro e “rachadinha”.

A decisão desta terça-feira (20/10) referendou uma liminar concedida pela ministra Estela Aranha, relatora do caso. A magistrada havia determinado que as publicações fossem removidas em até 24 horas e proibia a republicação do mesmo material ou de conteúdo substancialmente idêntico.

Na avaliação da ministra, as postagens ultrapassaram os limites da crítica política ao atribuir ao candidato vínculos com organizações criminosas sem respaldo factual mínimo.

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A relatora também destacou que a liberdade de expressão na internet não é absoluta e que a divulgação de conteúdos que violem as normas eleitorais pode justificar a remoção.

Segundo a ministra, a associação de candidatos a organizações criminosas sem base empírica pode atingir a honra dos envolvidos e comprometer a normalidade e a legitimidade das eleições.

A representação foi apresentada pelo Diretório Nacional do Partido Liberal (PL) contra a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), o deputado federal Lindbergh Farias (PT), o deputado federal Guilherme Boulos (PSol) e o deputado federal Rogério Correia (PT).

Também são alvos os responsáveis pelos perfis “PT na Câmara”, “Lula conta comigo”, “Brasil pra Frente”, “Anti Bolsonaro Real” e “Lázaro Rosa”, além da empresária Aurilene Monteiro, conhecida como “Gata Canhota”.

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Operação Unha e Carne

A Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro, com possível participação de agentes públicos.

A investigação ganhou os primeiros desdobramentos em dezembro de 2025, quando a PF prendeu Rodrigo Bacellar (União Brasil), então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), sob suspeita de vazar informações sigilosas sobre uma operação policial contra o então deputado estadual TH Joias, investigado por supostas ligações com o Comando Vermelho (CV).

Já na oitava fase da operação, deflagrada na última quinta-feira (15/10), a PF informou que o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos. A ação resultou na prisão de seis investigados, entre eles Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) e deputado estadual eleito, e Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do estado.

Flávio Bolsonaro  mantinha relações políticas com investigados. Em julho de 2025, o senador almoçou com Bacellar em Búzios (RJ), quando o então presidente da Alerj buscava consolidar o apoio do bolsonarismo ao seu grupo político. Em agosto de 2026, Flávio afirmou que não conhecia as acusações contra Bacellar quando o apoiou politicamente.

A relação com Canella também passou pela articulação eleitoral. Flávio apoiou a pré-candidatura do ex-prefeito ao Senado em 2026, e Rogéria Bolsonaro, mãe do senador, chegou a ser anunciada como primeira suplente da chapa. Canella, porém, desistiu da disputa ao Senado e, posteriormente, foi preso.