“Plano era punhal, não era Bíblia verde e amarela”, diz Dino no STF

Segundo ministro Flávio Dino, a conspiração previa violência armada contra autoridades e não tinha caráter religioso

atualizado

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Gustavo Moreno/STF
O ministro Flavio Dino, que anulou votação da CPMI do INSS
1 de 1 O ministro Flavio Dino, que anulou votação da CPMI do INSS - Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou, ironizando, nesta terça-feira (9/9), durante julgamento na Primeira Turma da Corte, que o plano investigado pela Polícia Federal para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu vice, Geraldo Alckmin, e o ministro Alexandre de Moraes, não se chamava “Bíblia verde e amarela”, mas sim “Punhal verde e amarelo”.

Segundo Dino, a própria denominação escolhida pelos envolvidos demonstra o caráter violento da iniciativa. “O nome do plano era punhal, não era Bíblia verde e amarela. Os acampamentos não foram em porta de Igreja. Sei que se reza nos quartéis, mas sobretudo há nos quartéis metralhadora, fuzis, tanques”, declarou o ministro em seu voto.

Assista:

O julgamento analisa a conduta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete acusados por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe após as eleições de 2022. Dino é o segundo a votar. Antes dele, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, se manifestou pela condenação de todos os réus em todos os pontos da acusação.

O plano “Punhal Verde e Amarelo”

A investigação da Polícia Federal atribui ao plano “Punhal Verde e Amarelo” uma conspiração que teria contado com a participação de generais do Exército e apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com os autos, a articulação envolveu seis militares das Forças Especiais, conhecidos como “Kids Pretos”, e tinha como objetivo impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Inicialmente, a ofensiva estaria marcada para 12 de dezembro de 2022, data da diplomação dos vencedores da eleição. Por atrasos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a execução teria sido remarcada para o dia 15. Entre as ações previstas estavam medidas extremas, como o assassinato de Lula e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), por envenenamento, disparos de armas de fogo ou explosões.

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