Planalto aposta em permanência de Sabino mesmo com ultimato do União
União Brasil deu 24 horas para que filiados à legenda deixem cargos no governo Lula
atualizado
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Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apostam na permanência do ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), mesmo após o ultimato do União Brasil para que filiados abandonem cargos no governo.
Nesta quinta-feira (18/9), a Executiva Nacional da legenda deu 24 horas para que filiados entreguem seus postos. A decisão se dá depois que a coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, apontou que o nome do presidente da sigla, Antonio Rueda, teria aparecido nas investigações da Operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando Vermelho (PCC) nos setores financeiro e de combustíveis.
De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, a tendência é que Sabino se mantenha no governo, se assim quiser. Não se sabe ainda, porém, quais as alternativas para a permanência dele no cargo. Como mostrou o Metrópoles, uma possibilidade ventilada era que o ministro se licenciasse do partido. Procurado pela reportagem, Sabino não respondeu.
O ministro estava em agenda no Pará quando saiu a resolução aprovada pela cúpula da legenda.
Os outros dois ministros ligados ao União Brasil que ocupam cargos são considerados cota pessoal do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). São eles: Frederico de Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Integração).
