Planalto age para esfriar tensão com Congresso e acelerar votações

Planalto define pautas prioritárias no Congresso e conta com a amenização de tensões para que matérias andem antes do recesso

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Brasília (DF) 03/02/25. Presidente Lula recebe os recém-eleitos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), no Palácio do Planalto.
1 de 1 Brasília (DF) 03/02/25. Presidente Lula recebe os recém-eleitos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), no Palácio do Planalto. - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem agido para reverter o mal-estar que se instaurou nas últimas semanas entre o Planalto e a cúpula do Congresso Nacional. Como resultado, o Executivo espera avançar em pautas prioritárias antes do recesso parlamentar.

No Senado, a tensão se intensificou após ser formalizada a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tentava emplacar o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e deu sinais claros de descontentamento com a escolha de Lula, como ficou evidenciado na derrubada de vetos da Lei de Licenciamento Ambiental e na votação de pauta-bomba em plenário. 

No mesmo período, a tensão foi intensificada com a limitação da comunicação entre os líderes governista e a cúpula do Congresso. Na Câmara, o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), romperam após uma série de críticas do petista, que atingiram o ápice durante a tramitação do PL Antifacção.

No entanto, fontes próximas a Lula minimizam o clima ruim entre Executivo e Legislativo e afirmam que o auge da tensão já ficou para trás. Na última quarta-feira (26/11), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, encontrou Hugo Motta e pediu a votação de três projetos prioritários para o governo antes do recesso parlamentar, que começa em 23 de dezembro.


No topo das prioridades do Planalto estão:

  • O avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, grande aposta do governo para melhorar a avaliação na área.
  • O endurecimento das regras contra o chamado “devedor contumaz”, projeto que ficou travado na Casa e agora voltou aos holofotes após a operação da Receita Federal contra o Grupo Refit.
  • Também está na mira o projeto que reduz gradualmente os benefícios tributários, financeiros e creditícios.
  • Gleisi também pediu que Motta encaminhe as discussões sobre o Orçamento para 2026, com a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA).

A conversa entre os dois começou a surtir efeito no dia seguinte. Pressionado, o presidente da Câmara escolheu a relatoria do Projeto de Lei (PL) do Devedor Contumaz, que ficará com o deputado Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP). O governo tenta votar o texto desde 2023.

Já na sexta-feira (28/11), Motta anunciou que a PEC da Segurança vai avançar na Casa. Segundo o presidente da Câmara, o relator da proposta, Mendonça Filho (União Brasil-PE), apresentará o relatório da proposta na próxima quinta-feira (4/12), na comissão especial que trata do tema.

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Lula e Alcolumbre
Governistas criticam redução de apenas 0,25 na Selic: “Decepcionante”
O presidente da Câmara, Hugo Motta, ao lado do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski
Lula, Alckmin e ministros
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Governistas criticam redução de apenas 0,25 na Selic: “Decepcionante”

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O presidente da Câmara, Hugo Motta, ao lado do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski
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O presidente da Câmara, Hugo Motta, ao lado do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski

Marina Ramos / Câmara dos Deputados

Em busca de uma pauta mais positiva para a Casa, depois do desgaste causado pela aprovação da PEC da Blindagem, Motta afirmou que a “segurança é nossa prioridade”.

Nessa mesma esteira, o governo tenta apaziguar a situação no Senado Federal. O senador Randolfe Rodrigues (AP), líder do governo no Congresso, elogiou a conduta de Alcolumbre quanto ao agendamento da sessão de vetos e afirmou que houve um acordo anterior com os parlamentares acerca de itens na pauta.

Randolfe também minimizou a crise entre os Poderes. “Tenho certeza que haverá um momento em que o presidente Lula e o presidente Davi irão conversar. Não tem controvérsias nem dificuldade para isso. Nós temos que agradecer muito ao apoio que o presidente Davi prestou desde antes da posse do presidente Lula. Então, essa situação é circunstancial e com certeza será sanada tão logo haja uma conversa entre os dois presidentes”, afirmou.

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