Pior passou? RJ tem tendência de queda para casos de coronavírus

Já no estado de São Paulo, a transmissão da Ômicron perde força, mas ainda está em alta; confira análises de especialistas para o futuro

atualizado

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Fábio Vieira/Metrópoles
Hospital de Campanha em São Paulo
1 de 1 Hospital de Campanha em São Paulo - Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O estado do Rio de Janeiro começou a apresentar trajetória descendente de casos confirmados de coronavírus, depois de um período de alta transmissão da variante Ômicron, a cepa considerada a mais contagiosa da Covid-19.

Mesmo em um cenário de baixa testagem para o vírus, especialistas veem sinais de que o Rio provavelmente já ultrapassou o pico de casos confirmados. Isso é concluído pela observação da média móvel, que apresentou tendência de queda de 26/1 até 31/1. Entretanto, a subnotificação, provocada pela baixa testagem de pessoas com sintomas, também dificulta esse tipo de análise.

“A Ômicron chegou antes no Rio. Muito provavelmente já atingiu o pico. Essa cepa demora entre 25 e 45 dias para alcançar o pico de contágio e mais ou menos isso para a curva cair”, explicou a professora Ethel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), pós-doutora em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins.

No caso do estado do Rio de Janeiro, a média móvel de casos caiu para 11.131 confirmações em 31/1, uma redução de 50% em relação ao 14° dia anterior (18/1). Esse intervalo é utilizado por epidemiologistas para interpretar a tendência da variação estatística do contágio. Quando há queda de mais de 15%, como ocorre desde 26/1, a interpretação é de que a tendência é de baixa no número de pessoas infectadas.

O primeiro caso de Ômicron foi confirmado no Rio pela Fiocruz em dezembro. Por isso, especialistas avaliam que a disseminação do vírus teve ritmo diferente de outras regiões no país, fazendo com que a onda de contágio também se dissipe mais cedo. Em outros estados do Brasil, o pior momento da Ômicron ainda pode estar adiante.

“Ao que parece, o Brasil deve passar pelo pico da Ômicron até a segunda semana de fevereiro. A cepa não entrou ao mesmo tempo nos estados. Mas o subtipo BA.2 também pode aparecer aqui e fazer com que a queda seja mais lenta”, avalia Maciel.

Embora a curva de contágio esteja em queda desde 18/1 na capital paulista, o estado de São Paulo ainda está com tendência de alta. Só que esse aumento está perdendo força nos últimos dias. Houve 11.859 casos na média móvel encerrada em 31/1 de confirmações de coronavírus nos últimos 7 dias, uma alta de 139% em comparação ao 14º dia anterior, depois de uma alta de 200% até 30/1.

O cientista de dados Isac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede Análise Dados, vê sinais de que a disseminação da Ômicron chegou ao teto no Rio, mas ele pondera que só será possível concluir que o pior momento passou caso não ocorra um novo aumento até a segunda quinzena de março.

Isso porque, historicamente, há uma alta de casos de síndrome respiratória aguda grave (uma das complicações do coronavírus) no Brasil até o fim do primeiro trimestre. “Torço para que essa queda se concretize. Mas só devemos comemorar se chegar a segunda quinzena de março e não tiver um novo aumento”, afirma Schrarstzhaupt.

A professora Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz, só prevê um arrefecimento da Ômicron a partir de março. “Se mantivermos um ritmo de vacinação bom, vacinarmos crianças, podemos prever um arrefecimento a partir de março”, avalia Dalcolmo.

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