PIB: agropecuária cresce 15,1% em 2023 e tem alta recorde
Setor de serviços cresceu 2,4% e a indústria, 1,6%. Resultado PIB de 2023 foi divulgado nesta sexta-feira (1º/3) pelo IBGE

A atividade agropecuária cresceu 15,1% de 2022 para 2023 e teve o maior impacto na expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no ano passado. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira (1º/3) que o PIB do país cresceu 2,9%, totalizando R$ 10,9 trilhões.
Depois do agro, os setores que tiveram crescimento foram serviços, com 2,4%, e indústria, com 1,6%.
Em valores correntes, a agropecuária totalizou R$ 677,6 bilhões, serviços, R$ 6,4 trilhões e a indústria somou R$ 2,4 trilhões.

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Ver todasSegundo o IBGE, a alta na agropecuária decorreu, principalmente, do crescimento da produção e ganho de produtividade da agricultura.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto aponta que várias culturas registraram crescimento de produção no ano de 2023, tendo como destaque a soja (27,1%) e o milho (19,0%), que alcançaram produções recordes na série histórica.
PIB bom, mas com queda na lavoura
Por outro lado, algumas lavouras registraram queda na estimativa de produção anual, como, por exemplo, trigo (-22,8%), laranja (-7,4%) e arroz (-3,5%).
Já na indústria, os destaques positivos foram as indústrias extrativas, que cresceram 8,7% devido, principalmente, à alta na extração de petróleo e gás natural e de minério de ferro, e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (6,5%), influenciada pela melhora nas condições hídricas em relação à 2022 e o aumento das temperaturas médias do ano.
Em serviços, todas as atividades apresentaram crescimento: atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (6,6%), atividades imobiliárias (3,0%), outras atividades de serviços (2,8%), informação e comunicação (2,6%), transporte, armazenagem e correio (2,6%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,1%) e comércio (0,6%).



