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Eleições 2026Brasil

Ao TSE, PGE se manifesta contra suspensão do canal "Exército do Lula"

Canal do WhatsApp esteve no centro de uma disputa judicial nesta semana. Campanha de Flávio pediu suspensão de ferramenta

24/10/2026 18:00, atualizado 24/10/2026 18:02
Reprodução
Lula afirmou nesta terça-feira (28/7) que a intenção do governo é fechar “quase todos os clubes de tiro” do Brasil. Segundo o presidente, apenas os clubes voltados para militares e forças policiais devem permanecer abertos. A limitação nos horários de funcionamento dos clubes de tiro foi uma das medidas estabelecidas pelo novo decreto das armas, assinado por Lula na sexta-feira (24/7). O decreto também endureceu os critérios para abertura de novos clubes. A orientação para fechamento dos clubes de tiro teria sido passada, segundo Lula, ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. “Eu não acho que um empresário que tem um lugar de praticar tiro é um empresário. Eu já disso ao Flávio Dino: nós temos que fechar quase todos. Só deixar aberto aqueles que são da Polícia Militar, do Exército ou da Polícia Civil. É organização policial que precisa ter lugar para treinar tiro. Não é a sociedade brasileira”, disse o presidente. De acordo com Lula, as restrições para compra e posse de armamentos deverão atingir o crime organizado. “O decreto de liberação de armas que o presidente anterior fez era para agradar o crime organizado. Porque quem consegue comprar é o crime organizado e gente que tem dinheiro. Pobre, trabalhador, não está conseguindo compra comida. Como é que as pessoas que trabalham vão conseguir comprar fuzil? As novas medidas foram criticadas pela oposição bolsonarista e grupos armamentistas. “Nós não estamos preparando uma revolução. Eles tentaram preparar um golpe. ‘Sifu’. Nós não. Nós queremos preparar a democracia”, rebateu Lula, durante a live. As declarações foram feitas no programa Conversa com o Presidente, em uma live nas redes sociais de Lula.

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou contra a suspensão do canal no WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O parecer foi encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste sábado (24/10).]

O canal esteve no centro de uma disputa judicial nesta semana. O ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que o “Exército do Lula” não poderá ser suspenso ou restringido novamente pela Corte. Segundo o magistrado, somente o plenário pode decidir sobre eventual suspensão do canal.

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Para a PGE, a mobilização coordenada de apoiadores por meio do WhatsApp, com adesões voluntárias, e a publicação ou republicação de conteúdo político ao mesmo tempo não caracteriza fraude.

“A adesão de pessoas reais que publicam ao mesmo tempo porque assim decidiram, e isso é exercício da capacidade eleitoral ativa, que não se esgota no direito de votar: compreende também o direito de fazer campanha e de tentar persuadir outras pessoas, por meios lícitos, sem violência ou intimidação”, diz o parecer da PGE.

De acordo com o órgão, é necessário comprovar medidas como existências de contas falsas, robôs e automação ou compra irregular de engajamento para caracterizar uma possível fraude.

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O documento foi assinado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa. Segundo ele, não se garante a liberdade de expressão apenas formalmente, mas também “garantindo a preservação de espaços de mobilização que a organizam”.

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Deputado André Janones é o criador do canal
Canal de WhatsApp Exército do Lula
Presidente do TSE havia suspendido o canal
Canal de WhatsApp "Exército do Lula" soma 9,5 milhões de seguidores às 15h de sexta-feira (23/10)
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Canal de WhatsApp "Exército do Lula" soma 9,5 milhões de seguidores às 15h de sexta-feira (23/10)

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Deputado André Janones é o criador do canal
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Deputado André Janones é o criador do canal

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Canal de WhatsApp Exército do Lula
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Canal de WhatsApp Exército do Lula

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Presidente do TSE havia suspendido o canal
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Presidente do TSE havia suspendido o canal

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Suspensão e retomada

Na última quinta-feira (22/10), a campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) solicitou ao TSE a suspensão da ferramenta. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, atendeu ao pedido e determinou um pente-fino nas publicações do canal que tem, atualmente, 10,7 milhões de seguidores.

O ministro Floriano de Azevedo Marques, no entanto, derrubou a ordem e entendeu que o risco de nova suspensão do canal de apoiadores de Lula “contribui para criar instabilidade, fomentar desinformação e permitir semeadores de desconfiança de higidez da Justiça Eleitoral”.

O magistrado afirmou que o canal de comunicação discutido já foi suspenso em razão de decisões administrativas de Nunes Marques e citou que “há relevante divergência entre membros desta Corte Superior sobre competência para ordenar a suspensão de canal de comunicação, dissenso que ainda não foi submetido à apreciação colegiada”.