PF usou dados da Lava Jato para deflagrar Turbulência
Operação teve início nesta terça (21/6) a partir das investigações sobre o avião que era usado por Eduardo Campos, ex-candidato à Presidência que morreu em acidente aéreo no ano passado

A Polícia Federal informou nesta terça-feira (21/6) que a Operação Turbulência contou com informações compartilhadas da Operação Lava Jato. Segundo a PF em Pernambuco, base da Turbulência, foram utilizados dados reunidos pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e também no âmbito da Procuradoria-Geral da República, cujos alvos são políticos com foro privilegiado.

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Ver todasA PF confiscou, com autorização judicial, três aeronaves da organização criminosa, avaliadas em R$ 9 milhões. Quatro automóveis de luxo também foram apreendidos pelos federais.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA Operação Turbulência mira em um grupo especializado em lavagem de dinheiro, sediado em Pernambuco e Goiás, que teria lavado mais de R$ 600 milhões desde 2010. O grupo é suspeito de abastecer caixa 2 de empreiteiras.
O delegado Marcelo Diniz Cordeiro, superintendente da PF em Pernambuco, afirmou que ação deflagrada hoje reúne diversos documentos da Lava Jato que permitiram a identificação de empresas fantasmas que, segundo ele, contribuíram até para a aquisição da aeronave que era usada por Campos em sua campanha.
A investigação aponta para a OAS, uma das principais empreiteiras do cartel que se instalou na Petrobras entre 2004 e 2014, período em que foi montado esquema de propinas a deputados, senadores, governadores e ex-dirigentes da estatal petrolífera.
Uma empresa fantasma descoberta pela Turbulência recebeu valores da OAS no âmbito das obras de transposição do Rio São Francisco. A PF identificou um repasse de R$ 18 milhões para a OAS – parte desse valor passou por conta da empresa de fachada.
A PF destacou que empresas fantasmas citadas por delações premiadas na Lava Jato em Curitiba e em Brasília foram usadas por operadores envolvidos nos crimes investigados pela Operação Turbulência. Informou, ainda, que o alvo da ação são os operadores que faziam a captação de recursos e distribuíam propinas a políticos. Em nome deles e em nome de familiares existem empresas fantasmas registradas também no Uruguai.



