PF faz operação contra hackers que divulgam pedofilia na deep web

Mandados são cumpridos em quatro estados. Uma pessoa foi presa em flagrante no Rio de Janeiro

atualizado 25/11/2020 9:42

PF/Divulgação

As polícias Federal e Civil de São Paulo deflagraram, na manhã desta quarta-feira (25/11), a Operação Black Dolphin. Os alvos são hackers acusados de armazenar e compartilhar imagens de abuso sexual infantil. Um homem foi preso em flagrante no Rio de Janeiro.

A ação ocorre no âmbito da força-tarefa especial de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. São cumpridos 219 mandados de busca e apreensão em quatro unidades da Federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Na capital carioca, os policiais federais cumprem mandado de busca e apreensão no bairro do Cachambi, Zona Norte da cidade.

O objetivo da ação é localizar arquivos digitais compartilhados na deep web — também conhecida como “internet invisível” — e palco de atividades ilegais, onde os criminosos se valem do anonimato para exibir, acessar e compartilhar imagens de abuso sexual infantil de forma a evitar a ação policial.

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Black Dolphin
O nome da operação foi escolhido em razão de os investigados afirmarem que as leis brasileiras são ridículas e que não haveria prisão, no Brasil, capaz de segurá-los; e que em função de suas habilidades, somente a Colônia 6 Russa, conhecida como Black Dolphin, seria capaz de detê-los.

Essa prisão, localizada na fronteira com o Cazaquistão, é conhecida por abrigar presos condenados à prisão perpétua e pelo rigor no tratamento dos detentos.

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