PF e Anvisa atuam contra comércio ilegal de canetas emagrecedoras. Vídeo
Segundo a PF, a ação tem como foco a desarticulação das organizações envolvidas no comércio ilegal com canetas emagrecedoras
atualizado
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A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação “Heavy Pen” para conter a entrada irregular, produção clandestina e o comércio ilegal de medicamentos e canetas de emagrecimento. A ação ocorre nesta terça-feira (7/4) e 45 mandados de busca e apreensão são cumpridos em pelo menos 11 estados do país.
Veja vídeo:
A operação recebe o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, além dos 45 mandados, agentes realizarão 24 ações de fiscalização no Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.
Segundo a PF, a ação tem como foco a desarticulação das organizações envolvidas no comércio ilegal e atividade ilícita com canetas emagrecedoras. Os agentes investigam a origem dos produtos (importação) até a a distribuição de medicamentos de emagrecimento de uso injetável.
“As ações concentram-se, especialmente, em produtos à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos para obesidade, além de substâncias correlatas, como a retatrutida, ainda sem autorização para comercialização no Brasil”, informou a PF.
A apuração da PF apontou que estabelecimentos, laboratório, clínicas estética se empresas que atuam na regulação sanitária podem estar envolvidas na cadeia ilícita dos medicamentos de emagrecimento.
Ainda segundo a corporação, os medicamentos e insumos farmacêuticos de emagrecimento apreendidos e comercializados nestes locais não tem registro ou são de origem desconhecida.
Somente neste ano a PF apreendeu 54.577 unidades de medicamentos e emagrecedores. O número aumenta de forma gradativa desde 2024.
“As apreensões de medicamentos emagrecedores realizadas pela Polícia Federal apresentaram aumento nos últimos anos, passando de 609 unidades em 2024 para 60.787 em 2025, e já alcançando 54.577 unidades até março de 2026”. informou a corporação.
Os investigados podem responder por crimes relacionados à falsificação e à comercialização irregular de medicamentos, além de contrabando.










