PF desarticula grupo que usou funcionário para roubar a Caixa em RO
A apuração da PF concluiu que um funcionário da Caixa Econômica contribuiu repassando informações para o grupo criminoso
atualizado
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A Polícia Federal (PF) desarticulou, nesta quarta-feira (3/1), um grupo criminoso que se infiltrou na Caixa Econômica Federal e usou um funcionário para cometer furto em uma agência da empresa, no município de Buritis, em Rondônia. Na operação, três suspeitos associados à organização foram presos por roubar armas e tentar saquear dinheiro da instituição.
A ação, denominada “Operação Iscariotes”, aconteceu após meses de investigação dos agentes federais. O crime contra a empresa bancária ocorreu em janeiro do ano passado, quando indivíduos invadiram a agência para saquear o dinheiro armazenado no cofre da instituição.
No entanto, os suspeitos não tiveram sucesso na abertura do cofre. Mas eles levaram duas armas de fogo e 22 munições que pertenciam à empresa de segurança privada que atua para a Caixa.
A apuração da PF concluiu que um funcionário da Caixa Econômica contribuiu repassando informações para o grupo criminoso que queria saquear a empresa. O empregado, segundo a investigação, detalhou sobre informações sensíveis como: a rotina da agência bancária, a localização do armamento e em que cofre estavam os valores armazenados.
A operação foi efetuada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (Ficco/RO) após a decisão da 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Rondônia.
A determinação judicial permitiu ainda que fossem cumpridos dois mandados de busca e apreensão nos municípios de Porto Velho e Buritis, para apreender dispositivos eletrônicos dos suspeitos e extrair os dados armazenados.
Caixa se manifesta
O Metrópoles contatou a assessoria da Caixa Econômica para saber a posição da instituição no que diz respeito à operação da PF, que expôs a corrupção passiva de um funcionário da empresa. Confira o manifesto na íntegra:
“A CAIXA reafirma o seu compromisso com a integridade e a conformidade em todas as suas operações. Após a apuração de fatos irregulares pela Corregedoria, os órgãos competentes são acionados para adoção das medidas cabíveis. Tais informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente às autoridades competentes, para análise e investigação”, disse, em nota.
“O banco atua de forma colaborativa com as autoridades na prevenção e combate a fraudes, mantendo monitoramento contínuo de seus produtos, serviços e transações, com o objetivo de proteger clientes e garantir a segurança do sistema financeiro”, comunicou a intituição.
