PF apreende R$ 301 mil em dinheiro na casa de Kassab

Também foram recolhidos documentos e um computador no apartamento localizado nos Jardins, em São Paulo

atualizado

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Gilberto Kassab
1 de 1 Gilberto Kassab - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal apreendeu R$ 301 mil em dinheiro na residência de Gilberto Kassab (PSD) em São Paulo, na manhã desta quarta-feira (19/12). Também foram apreendidos documentos e um computador, no apartamento, situado nos Jardins, em São Paulo.

Outros imóveis pertencentes ao ministro da Ciência e Tecnologia e do irmão dele, Renato Kassab, também são alvo de mandado de busca.

A ação é resultado de medida cautelar determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo o inquérito, Wesley Batista e Ricardo Saud afirmaram que Kassab teria recebido um total de R$ 58 milhões em pagamentos irregulares a ele e ao PSD, partido que ele fundou.

De acordo com a PGR, os pagamentos ocorreram em duas situações distintas. Na primeira, o ministro teria recebido propina de R$ 350 mil por mês, entre 2010 e 2016, quando era prefeito de São Paulo, alcançando um total de R$ 30 milhões. A segunda ocasião ocorreu quando o PSD, partido que era presidido por Kassab, recebeu R$ 28 milhões para apoiar o PT nas eleições presidenciais de 2014.

A partir de janeiro, Kassab será o secretário da Casa Civil do governo João Doria (PSDB), em São Paulo.

Ao todo, a PF cumpre nesta quarta oito mandados de busca e apreensão. Além de Kassab, são alvo de mandados endereços relacionados ao governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD).

Os repasses das empresas de Joesley e Wesley Batista teriam como objetivo garantir que Kassab defendesse os interesses do grupo e apoiasse a candidata do PT, Dilma Rousseff (PT), na eleição de
presidencial de 2014.

Tanto Kassab quanto Faria são investigados por corrupção passiva e falsidade ideológica eleitoral. Ao longo da investigação, diz a PF, descobriu-se que os repasses para Kassab e Faria teriam sido efetuados por meio da assinatura de contratos falsos com simulação de serviços entre as empresas do Grupo J&F e firmas indicadas pelos políticos. Uma das empresas que teriam emitidos essas notas é a Yape Consultoria, ligada à família de Kassab.

Outro lado
Em nota, o ministro disse que “confia na Justiça brasileira, no Ministério Público e na imprensa, sabe que as pessoas que estão na vida pública estão corretamente sujeitas à especial atenção do Judiciário, reforça que está sempre à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários, ressalta que todos os seus atos seguiram a legislação e foram pautados pelo interesse público”.

 

 

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