PF acha foto de parlamentares em piscina com alvo do caso INSS
Foto de 2023 foi localizada no celular de Weverton Rocha (PDT-MA) mostra ao menos 7 políticos na propriedade do advogado Willer Tomaz

Uma foto encontrada pela Polícia Federal (PF) no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA) mostra parlamentares e um então ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reunidos em uma piscina na propriedade do advogado Willer Tomaz, em Planaltina, no Distrito Federal.
A imagem, obtida pela revista piauí, foi registrada em 23 de abril de 2023 e mostra Willer ao lado de ao menos sete políticos. Entre eles estão Arthur Lira (PP-AL), que na época presidia a Câmara dos Deputados; Alexandre Ramagem (PL-RJ), então deputado federal; e Juscelino Filho (PSDB-MA), à época ministro das Comunicações.
Também aparecem os deputados Elmar Nascimento (União-BA) e Paulo Azi (União-BA), o senador Efraim Filho (PL-PB), atual candidato ao governo da Paraíba, e o próprio Weverton. Na fotografia (em destaque), parte do grupo está dentro da piscina e outros aparecem ao redor, alguns com bebidas nas mãos.

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Ver todasWiller voltou à mira da PF nesta semana, em uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O advogado e familiares do senador Weverton estavam entre os alvos das buscas realizadas na terça-feira (4/8). O senador não foi alvo das medidas desta etapa.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA fotografia não é mencionada na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as buscas, mas faz parte do material analisado pelos investigadores.
A PF investiga uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro ligada a Willer e apura a relação financeira entre pessoas e empresas ligadas ao advogado e ao senador. Segundo os investigadores, empresas relacionadas a Willer transferiram mais de R$ 11 milhões para Samya Rocha, mulher de Weverton.
A PF também apura a compra, por R$ 6 milhões, da casa onde o senador mora no Lago Sul, em Brasília. O imóvel teria sido adquirido por uma empresa ligada ao advogado.
Willer nega envolvimento nas fraudes investigadas e afirma que os pagamentos feitos a Samya correspondem a honorários por serviços advocatícios. Sobre o encontro, ele afirmou, em nota, que repudia a “divulgação de fotografia de sua vida privada, registrada em 2023 durante evento particular em sua propriedade”.
Segundo o advogado, a imagem foi “vazada ilegalmente do celular do senador Weverton, sem qualquer relação com sua atividade profissional ou com os fatos noticiados”. Ele também afirmou que “jamais teve qualquer envolvimento com os fatos apurados no âmbito da Operação Sem Desconto e que não figura como investigado”.
O senador Weverton também nega irregularidades e sustenta que as movimentações citadas pela investigação são resultado de atividades profissionais e empresariais e foram declaradas à Receita Federal.
Em relação à fotografia ao lado do advogado Willer Tomaz, Weverton afirmou ao Metrópoles que pediu ao STF a apuração do vazamento da imagem, que classificou como criminoso.
Segundo ele, a imagem é de caráter pessoal e não tem relação com a Operação Sem Desconto. Ele também disse que o episódio busca “distorcer fatos e reputações” e afirmou que o vazamento demonstra, em sua avaliação, um “viés político-eleitoral” da ação.
Encontro no Rancho Tomaz
Segundo a reportagem, o encontro foi organizado por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Grupo Seleto”. Conversas mostram os participantes preparando uma lista de convidados para o feriado de Tiradentes, celebrado em 21 de abril, dois dias antes da data registrada na fotografia.
Mulheres de alguns dos políticos também faziam parte do grupo. O encontro ocorreu no Rancho Tomaz, propriedade de Willer em Planaltina. O local tem quadras de tênis, campo de minigolfe e acesso à Lagoa Formosa.
Paulo Azi confirmou à revista que esteve no encontro. “Não é meu advogado, mas o conheço e fui convidado para essa comemoração”, afirmou. Elmar Nascimento disse ser próximo de Willer, mas afirmou que estava em Tiradentes (MG).
Procurados pelo Metrópoles, Efraim, Lira, Ramagem e Juscelino não responderam se manifestaram.



