Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Pai procura filhos e mulher em Petrópolis: "Só vai parar quando achar"

Roberto Braga Júnior cava todos os dias na área da Vila Felipe, onde morava com a família. Ele estava trabalhando na hora da chuva

18/02/2022 14:52, atualizado 18/02/2022 16:34
Arquivo Pessoal
Pai procura pelos dois filhos e pela mulher nos escombros da Vila Felipe, em Petrópolis (RJ)

Rio de Janeiro – A Vila Felipe, em Petrópolis, foi um dos locais mais afetados pelas chuvas da última terça-feira (15/2). Desde então, Roberto Braga Júnior, de 34 anos, vai ao local todos os dias para cavar na região onde seus dois filhos, a mulher e a sogra desapareceram, após um deslizamento de terra na cidade da Região Serrana do Rio.

O assistente de serviços gerais estava no trabalho, no dia do temporal. Quando conseguiu chegar na Rua Jacinto Rabelo, ele não encontrou mais sua casa e nem sua família.

Pai procura filhos e mulher em Petrópolis: “Só vai parar quando achar” - destaque galeria
9 imagens
Homem vai todos os dias cavar no lamaçal atrás da família que está desaparecida
Tragédia em Petrópolis já vitimou mais de 230 pessoas
A tragédia é consequência do temporal de terça-feira (15/2), que arrastou carros pelas ruas, derrubou casas e deixou rastro de destruição
A tragédia é consequência do temporal de terça-feira (15/2), que arrastou carros pelas ruas, derrubou casas e deixou rastro de destruição
A tragédia é consequência do temporal de terça-feira (15/2), que arrastou carros pelas ruas, derrubou casas e deixou rastro de destruição
Pai procura pelos dois filhos e pela mulher nos escombros da Vila Felipe, em Petrópolis (RJ)
1 de 9

Pai procura pelos dois filhos e pela mulher nos escombros da Vila Felipe, em Petrópolis (RJ)

Arquivo Pessoal
Homem vai todos os dias cavar no lamaçal atrás da família que está desaparecida
2 de 9

Homem vai todos os dias cavar no lamaçal atrás da família que está desaparecida

Arquivo Pessoal
Tragédia em Petrópolis já vitimou mais de 230 pessoas
3 de 9

Tragédia em Petrópolis já vitimou mais de 230 pessoas

Aline Massuca/Metrópoles
A tragédia é consequência do temporal de terça-feira (15/2), que arrastou carros pelas ruas, derrubou casas e deixou rastro de destruição
4 de 9

A tragédia é consequência do temporal de terça-feira (15/2), que arrastou carros pelas ruas, derrubou casas e deixou rastro de destruição

Aline Massuca/Metrópoles
A tragédia é consequência do temporal de terça-feira (15/2), que arrastou carros pelas ruas, derrubou casas e deixou rastro de destruição
5 de 9

A tragédia é consequência do temporal de terça-feira (15/2), que arrastou carros pelas ruas, derrubou casas e deixou rastro de destruição

Aline Massuca/Metrópoles
A tragédia é consequência do temporal de terça-feira (15/2), que arrastou carros pelas ruas, derrubou casas e deixou rastro de destruição
6 de 9

A tragédia é consequência do temporal de terça-feira (15/2), que arrastou carros pelas ruas, derrubou casas e deixou rastro de destruição

Aline Massuca/Metrópoles
Morro da Oficina, um dos mais atingidos pela chuva
7 de 9

Morro da Oficina, um dos mais atingidos pela chuva

Aline Massuca/Metrópoles
Equipe de resgate em Petrópolis
8 de 9

Equipe de resgate em Petrópolis

Aline Massuca/Metrópoles
Moradores ajudam na procura por vítimas
9 de 9

Moradores ajudam na procura por vítimas

Aline Massuca/Metrópoles

A mulher dele, Debora Maduro Bull, 27, os filhos Bernardo Maduro, 7, e Pedro Henrique Maduro, 5, além da avó das crianças, Valeria Maduro Bull, estavam na residência na hora do temporal e não foram mais vistos desde o deslizamento na Vila Felipe.

“É desesperador, estou desolada, sob efeito de calmantes. Eram meus sobrinhos, os amores das nossas vidas. Meu irmão perdeu tudo. Ele tem chorado muito e está desolado”, contou Silvia da Silva Carlos, irmã de Roberto Braga e tia das crianças, ao Metrópoles.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Veja como doar e ajudar as vítimas da tragédia de Petrópolis (RJ)

Procura diária

Todos os dias, a partir das 5h da manhã, Roberto, seu pai e os primos vão até o local do deslizamento para cavar e só saem quando os bombeiros os expulsam. Mas o desejo deles era de continuar as buscas 24 horas por dia.

“Além do sinal da região ser muito ruim, eles nem atendem o telefone para não parar de trabalhar. Meu irmão disse que só vai parar de cavar quando achar a família dele, quando achar os filhos e a mulher”, disse Silvia.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O Corpo de Bombeiros está trabalhando no local, mas a família diz que a região precisa de mais atenção, equipes e maquinário.

O temporal em Petrópolis deixou 130 vítimas fatais e 118 desaparecidos. Segundo a Polícia Civil, dos 120 corpos no IML, 79 são do sexo feminino, 41 do sexo masculino, 21 menores de idade, 70 identificados, 36 liberados e 2 despojos.