Petróleo e programas sociais: a agenda da líder do Suriname no Brasil
Jennifer Geerlings-Simons chega ao Brasil para agendas entre os 28 e 29 de maio. Encontro com Lula também está na programação
atualizado
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A presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, desembarca no Brasil no final de maio para uma agenda oficial que, além de um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Brasília, também inclui agendas para discutir petróleo e políticas sociais.
A viagem de Geerlings ao Brasil está prevista para os dias 28 e 29 de maio. A visita foi acertada em março, durante ligação entre a mandatária e o presidente Lula.
Entre as pautas, fontes diplomáticas informaram ao Metrópoles que Geerlings-Simons deve tratar de comércio, infraestrutura, cooperação técnica, combate a ilícitos, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Há, contudo, quatro eixos principais que vão basear a visita e que correspondem a interesses do governo surinamês. São eles:
- Petróleo, óleo e gás;
- Conectividade e infraestrutura;
- Programas sociais; e
- Agronegócio.
O principal foco, contudo, está relacionado ao petróleo. Nos últimos anos, o Suriname descobriu grandes reservas do recurso, o que já o posicionou entre os países com os maiores estoques do mundo. A descoberta do mercado petrolífero elevou a economia do país e colocou o Suriname no radar de empresários internacionais.
Com a recente descoberta, diplomatas revelaram à reportagem que o país passou a buscar orientação no Brasil, sobretudo no que diz respeito à expertise da Petrobras na prevenção de desastres relacionados à exploração de petróleo. A expectativa ainda é de um possível encontro com autoridades da empresa, mas ainda não há nada definido.
De modo geral, a Petrobras tem um aparato tecnológico robusto na prevenção e resposta a acidentes relacionados à exploração de petróleo, como explosão de plataformas ou vazamento de óleo em alto mar, que podem causar desastres ambientais de larga escala.
Agenda no Brasil
Além das agendas relacionadas ao petróleo, a expectativa é que Jennifer Geerlings-Simons também converse com Lula sobre programas sociais e de transferência de renda, que são considerados uma marca da gestão petista. O tema, informaram diplomatas, é de “especial interesse” da mandatária.
O Suriname tem passado por um boom econômico desde a descoberta do petróleo e registra início do investimento de empresas estrangeiras no país para a exploração da commoditie. A preocupação, por parte da mandatária, é fazer com que as camadas mais pobres do país também sejam beneficiadas com o bom momento econômico do Suriname.
A expectativa é que Jennifer Geerlings-Simons também tenha agenda com membros da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o objetivo de realizar acordos voltados para o desenvolvimento sustentável na região amazônica, da qual os dois países fazem parte.
O programa Rotas de Integração e Desenvolvimento Sul-Americano, lançado pelo Lula, também devem entrar na agenda. O programa tem a intenção de conectar o Brasil à América do Sul — através do solo, ar e mar — por meio de rotas de integração. A medida também abraça o Suriname que, embora tenha fronteiras com dois estados brasileiros, não tem fácil acesso ao Brasil.
A expectativa é que mais voos diretos do Brasil ao Suriname sejam abertos, além da construção de uma rota hidroviária, chamada Rota das Guianas, que conecte os estados do Amapá, Pará, Amazonas e Roraima, à Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.

A expectativa é impulsionar o comércio entre essa região que tem grande potencial exploratório pela proximidade geográfica, o que pode reduzir custos de importação e exportação, além de promover o comércio bilateral. As obras para implementação dessa rota já estão em curso.






