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Petro condena avanço dos EUA: “Podem cair bombas no Rio de Janeiro”

Atrito entre Donald Trump e Nicolás Maduro se intensificou após o presidente norte-americano atacar um barco venezuelano

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Foto colorida dos presidentes Lula, do Brasil, e Gustavo Petro, da Colômbia - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida dos presidentes Lula, do Brasil, e Gustavo Petro, da Colômbia - Metrópoles - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defendeu, nesta terça-feira (9/9), a união da América do Sul em meio ao aumento de investidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a região, em especial contra a Venezuela. Para o líder colombiano, se nada for feito mais países da região podem virar alvos militares para os EUA.

A declaração de Petro ocorreu durante a inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), em Manaus, capital do Amazonas.

O presidente da Colômbia afirmou que a ofensiva do governo de Donald Trump contra a Venezuela pode escalar para outros países da América do Sul, sendo necessário a união das nações da região para frear o titular da Casa Branca.

“Caiu um míssil sobre uma lancha civil venezuelana ou de Trinidade e Tobago, ainda não está claro, mas houve morte de civis. Eles estavam levando cocaína? Não sabemos. Foram alvejados em águas de Trinidad e Tobago [país do Caribe]. Isso é um assassinato. A América Latina é a dona do Caribe e ela vai ter que suportar isso e ficar calada?”, questionou Gustavo Petro.

O presidente da Colômbia alertou que “pode cair bombas em Manaus, Rio de Janeiro, Bogotá e outras cidades. Vamos ficar calados agora e ver essas bombas matando nossas crianças ou nós vamos parar e nos unir?”.

Gustavo Petro ainda relembrou que há sim problemas políticos na Venezuela, mas pontuou que essas questões não podem ser resolvidas com ataques militares. “Eu não reconheci o governo venezuelano nas últimas eleições, nem o Brasil, e somos criticados.”

O que está acontecendo

A tensão entre Estados Unidos e Venezuela escalou depois que o presidente norte-americano anunciou ter atacado uma embarcação venezuelana supostamente carregando drogas.

Na sequência, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou a ação de Trump de “imperialismo” e pontuou que o país latino-americano continua de pé. “Hoje, o imperialismo lança um novo ataque. Não é o primeiro nem o último, e a Venezuela está de pé.”

CCPI Amazônia

O centro inaugurado nesta terça irá articular a atuação da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Força Nacional, além de forças de segurança dos estados e países que compõem a Amazônia Legal, para combater o crime organizado. A cerimônia de inauguração contou com a participação do presidente da Colômbia; da vice-presidente do Equador, María José Pinto; e ministros, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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