Pesquisadores acham arquipélago “maior que o RJ” próximo à costa do RS

Praias, rios e manguezais cobriam cadeia montanhosa que estava acima do nível do mar há 40 milhões de anos

IO-USPIO-USP

atualizado 09/09/2019 19:40

Até afundar no Oceano Atlântico, há cerca de 40 milhões de anos, a Elevação do Rio Grande, a maior cadeia montanhosa submersa da margem continental brasileira, deve ter sido um arquipélago com acidentes geográficos como os encontrados hoje ao longo do litoral.

Em uma expedição com o navio de pesquisa Alpha Crucis em janeiro e fevereiro de 2018, uma equipe do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) mapeou os topos aplainados da elevação e identificou terraços marinhos dispostos em degraus, com canais fluviais, dunas, cavernas e resquícios de manguezais.

As dragas trouxeram à tona amostras de rochas vulcânicas e corais e esponjas que cresciam nas paredes de uma fenda que corta o centro das três partes da elevação. Os resultados da viagem foram detalhados em um artigo publicado em maio na revista científica Frontiers in Marine Science.

Situada a 1.300 quilômetros de Porto Alegre, com cerca de 150 mil km², o equivalente a três vezes a área do estado do Rio de Janeiro, e profundidades que variam de 700 a 2 mil metros, a Elevação do Rio Grande tem sido mais estudada nos últimos anos por causa de seu valor econômico.

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