Parada LGBT reúne 3 milhões de pessoas em São Paulo

Durante a abertura do evento, o público gritou frases contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL)

CARLA CARNIEL/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDOCARLA CARNIEL/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 23/06/2019 19:55

A 23.ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, considerada a maior do mundo, reuniu cerca de 3 milhões de pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo. O número de participantes foi informado pela organização do evento. Ao todo, 19 trios elétricos desfilaram pelo local durante mais de 7 horas.

A concentração ocorreu a partir das 10h, na frente do Museu de Arte de São Paulo (Masp), depois a passeata desceu a Rua da Consolação e foi até a Praça Roosevelt.

Atração mais aguardada do dia, a cantora Melanie C, ex-Spice Girl, encantou o público a subir em um dos trios. Ela agradeceu o carinho recebido. “Estou muito feliz de estar de volta a São Paulo, um lugar que sempre foi generoso comigo”, afirmou.

O dia também foi de shows de Aretuza Lovi, Gloria Groove, Iza, Lexa, Luísa Sonza e MC Pocahontas. Durante a abertura do evento, o público gritou frases contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

Demais convidados
Grávida, a apresentadora Fernanda Lima foi a madrinha da parada LGBT deste ano. “É uma luta que não tem fim, é uma luta por respeito e dignidade”, afirmou, em entrevista à GloboNews. Já o ator Thammy Miranda destacou  o tom político da manifestação.

 

Enquanto isso, a atriz Bruna Linzmeyer fez um discurso emocionante sobre união feminina, principalmente no meio gay.“Agradeço a cada mulher que ama uma mulher. Mesmo que amar uma mulher signifique, ainda, correr um risco de vida. Quero agradecer a coragem de vocês. Eu só existo porque a gente existe juntas. Muito obrigada”, disse a global.

Tom político
O tema deste ano foi “50 anos de Stonewall –Bras nossas conquistas, nosso orgulho de ser LGBT+”. Ele relembra a série de manifestações da comunidade LGBT contra batidas violentas da polícia de Nova York em um bar, o Stonewall Inn, no fim da década de 1960.

“É um marco importante na luta dos direitos LGBTs do mundo todo”, afirmou a presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT (APOGLBT), Claudia Regina, em nota. “Ele nos mostra que, independente do governo ou qualquer ameaça que enfrentamos diariamente na rua, dentro de casa ou em qualquer lugar, precisamos ser fortes, resistir e sermos nós mesmos.”

Neste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu criminalizar homofobia e transfobia – uma reivindicação histórica da Parada LGBT. Criticado por movimentos LGBT, o presidente Jair Bolsonaro questionou na ocasião se “não está na hora de um evangélico no Supremo” e que decisão foi “completamente equivocada”. Na quinta-feira (20/06/2019), o presidente participou da Marcha para Jesus, na zona norte de São Paulo.

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