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Brasil

Indiciado, ministro das Comunicações diz que ação da PF é "política"

Ministro das Comunicações, Juscelino Filho é alvo de operação da PF, sob suspeita de integrar organização criminosa que desviou R$ 835,8 mil

12/06/2024 12:15, atualizado 12/06/2024 13:54
Reprodução
Imagem colorida de Juscelino Filho, Ministro das Comunicações - Metrópoles

Indiciado pela Polícia Federal nesta quarta-feira (12/6) por suspeita de participação em organização criminosa e crime de corrupção passiva, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), enviou à imprensa uma nota na qual apresenta sua defesa. “A investigação, que deveria ser um instrumento para descobrir a verdade, parece ter se desviado de seu propósito original”, diz o comunicado.

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De acordo com o ministro, “não há nada, absolutamente nada, que envolve minha atuação no Ministério das Comunicações, pautada sempre pela transparência, pela ética e defesa do interesse público”, declarou, diante do indiciamento.

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Prefeita afastada de Vitorino Freire (MA), Luanna Bringel, ao lado do irmão, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho
Juscelino Filho, Ministro das Comunicações
Lula e ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil)
Ministro Juscelino Filho viaja a Barcelona para o MWC 2024
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Ministro Juscelino Filho viaja a Barcelona para o MWC 2024

Isac Nóbrega/MCom
Prefeita afastada de Vitorino Freire (MA), Luanna Bringel, ao lado do irmão, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho
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Prefeita afastada de Vitorino Freire (MA), Luanna Bringel, ao lado do irmão, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho

Reprodução/Instagram
Juscelino Filho, Ministro das Comunicações
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Juscelino Filho, Ministro das Comunicações

Câmara dos Deputados
Lula e ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil)
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Lula e ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil)

Ricardo Stuckert/Divulgação

O ministro alegou ainda que, durante o depoimento, o delegado responsável pelo caso não fez questionamentos relevantes sobre o objeto da investigação e que encerrou “abruptamente, após apenas 15 minutos, sem dar espaço para esclarecimentos ou aprofundamento”.

Juscelino Filho disse que a ação de seu indiciamento teve o mesmo modus operandi da Operação Lava Jato.

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“O indiciamento é uma ação política e previsível, que parte de uma apuração que distorceu premissas, ignorou fatos e sequer ouviu a defesa sobre o escopo do inquérito. Trata-se de um inquérito que devassou a minha vida e dos meus familiares, sem encontrar nada. A investigação revira fatos antigos e que sequer são de minha responsabilidade enquanto parlamentar”, informou a nota.

De acordo com a nota, o ministro apenas havia indicado emendas parlamentares para custear obras, enquanto a licitação, a realização e a fiscalização dessas obras seriam responsabilidade do Poder Executivo e dos demais órgãos competentes.

“É importante lembrar que o indiciamento não implica culpa. A Justiça é a única instância competente para julgar, e confio plenamente na imparcialidade do Poder Judiciário. Minha inocência será comprovada ao final desse processo, e espero que o amplo direito de defesa e a presunção de inocência sejam respeitados”, declarou.

Indiciado pela PF

A Polícia Federal indiciou, nesta quarta-feira (12/6), o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, por suspeita de participação em organização criminosa e crime de corrupção passiva, envolvendo desvios de, no mínimo, R$ 835,8 mil referentes a obras de pavimentação custeadas com dinheiro público da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

O inquérito investiga suposto desvio de emendas parlamentares para a pavimentação de ruas de Vitorino Freire, cidade no interior do Maranhão cuja prefeita é a irmã de Juscelino, Luanna Martins Bringel Rezende Alves.

Veja abaixo a nota do ministro das Comunicações na íntegra:

A investigação, que deveria ser um instrumento para descobrir a verdade, parece ter se desviado de seu propósito original. Em vez disso, concentrou-se em criar uma narrativa de culpabilidade perante a opinião pública, com vazamentos seletivos, sem considerar os fatos objetivos.

O indiciamento é uma ação política e previsível, que parte de uma apuração que distorceu premissas, ignorou fatos e sequer ouviu a defesa sobre o escopo do inquérito.

É importante deixar claro que não há nada, absolutamente nada, que envolve minha atuação no Ministério das Comunicações, pautada sempre pela transparência, pela ética e defesa do interesse público.

Trata-se de um inquérito que devassou a minha vida e dos meus familiares, sem encontrar nada. A investigação revira fatos antigos e que sequer são de minha responsabilidade enquanto parlamentar.

No exercício do cargo como deputado federal, apenas indiquei emendas parlamentares para custear obras. A licitação, realização e fiscalização dessas obras são de responsabilidade do Poder Executivo e dos demais órgãos competentes.

Durante o meu depoimento, o delegado responsável não fez questionamentos relevantes sobre o objeto da investigação. Além disso, o encerrou abruptamente após apenas 15 minutos, sem dar espaço para esclarecimentos ou aprofundamento.

Isso suscita dúvidas sobre sua isenção, repetindo um modo operante que já vimos na Operação Lava-Jato e que causou danos irreparáveis a pessoas inocentes.

É importante lembrar que o indiciamento não implica em culpa. A Justiça é a única instância competente para julgar, e confio plenamente na imparcialidade do Poder Judiciário. Minha inocência será comprovada ao final desse processo, e espero que o amplo direito de defesa e a presunção de inocência sejam respeitados.

Juscelino Filho